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Publicado em 11/03/2026, às 14h39 Reprodução/Drogaria Araújo José Nilton Jr.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Teplizumab, que é comercializado como Tzield, para o tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1). O medicamento representa um avanço significativo no enfrentamento da doença por atuar diretamente no processo imunológico responsável por sua progressão.
Desenvolvido pela Sanofi, o medicamento é considerado o primeiro imunomodulador capaz de alterar o curso natural do diabetes tipo 1. Diferentemente dos tratamentos tradicionais, que focam apenas na reposição de insulina, a nova terapia age no sistema imunológico, interferindo no mecanismo que destrói as células responsáveis pela produção do hormônio.
A aprovação abre caminho para uma nova abordagem terapêutica voltada à intervenção precoce, com potencial para retardar o surgimento dos sintomas da doença.
O uso do Tzield é indicado para adultos e crianças a partir de 8 anos que estejam no estágio 2 do diabetes tipo 1.
Nesta fase, considerada pré-sintomática, os pacientes já apresentam autoanticorpos e alterações nos níveis de glicose, mas ainda não desenvolveram sintomas clínicos evidentes.
O objetivo da terapia é retardar a progressão para o estágio 3 da doença, momento em que surgem sinais como hiperglicemia e o diagnóstico formal costuma ser confirmado.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Tradicionalmente, o tratamento consiste na reposição do hormônio que o organismo deixa de produzir.
A evolução do diabetes tipo 1 é dividida em quatro estágios
Nos estágios 1 e 2, a doença é assintomática e pode ser identificada por exames de sangue capazes de detectar marcadores genéticos e autoanticorpos.
No estágio 3 aparecem sintomas como sede excessiva, fadiga e perda de peso, enquanto o estágio 4 corresponde ao diabetes de longa duração.