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Publicado em 01/03/2026, às 16h53 Foto: Freepik Ranyere Fonseca
Os dados da segurança pública nacional acenderam um sinal de alerta vermelho para o Rio Grande do Norte. De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, o estado encerrou o ano de 2025 com uma estatística alarmante: foram 991 casos de estupro de vulnerável, o que equivale a uma média de três vítimas por dia.
Com esses números, o RN alcançou a taxa de 28,68 casos por cada 100 mil habitantes, superando tanto a média do Nordeste (23,96) quanto a média nacional (27,7). No ranking regional, o estado potiguar aparece na terceira posição, ficando atrás apenas de Sergipe e Piauí.
Embora o Rio Grande do Norte tenha registrado o menor crescimento de casos na região em relação a 2024 (apenas 0,92%), os números absolutos ainda preocupam as autoridades e pesquisadores.
Confira as taxas de estupro de vulnerável por 100 mil habitantes nos estados vizinhos:
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) destacam que o aumento nos registros pode ter dois lados: por um lado, indica a persistência da violência; por outro, pode refletir uma maior coragem das famílias em denunciar e uma melhoria nos mecanismos de acolhimento.
Entretanto, a subnotificação continua sendo o maior obstáculo. Muitas vezes, o crime ocorre dentro do ambiente familiar ou em comunidades isoladas onde a rede de proteção não chega com eficiência. Desde 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforçou que, em casos de menores de 14 anos, qualquer alegação de "consentimento" é irrelevante perante a lei.
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com três Delegacias Especializadas em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), localizadas em:
Natal
Parnamirim
Mossoró
Especialistas defendem a ampliação dessa rede para o interior do estado, visando evitar a "revitimização" (quando a criança precisa repetir o relato traumático várias vezes para diferentes órgãos por falta de um atendimento integrado).
Como denunciar: caso suspeite de qualquer abuso ou violência contra crianças e adolescentes, utilize o Disque 100 (nacional) ou procure a delegacia mais próxima. A denúncia pode ser anônima e é fundamental para interromper o ciclo de violência.