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Publicado em 01/03/2026, às 08h47 Dados do Ministério da Saúde colocam o Rio Grande do Norte atrás apenas do Rio Grande do Sul; quase 60% da população potiguar está acima do peso ideal. | Foto: Unsplash Ranyere Fonseca
Um levantamento recente do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, acendeu um sinal de alerta vermelho para a saúde pública do Rio Grande do Norte. De acordo com os dados consolidados de 2025, o estado potiguar ocupa agora o segundo lugar no ranking nacional de proporção de adultos obesos, sendo superado apenas pelo Rio Grande do Sul.
Os números são baseados nos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e revelam um cenário preocupante: 42% dos adultos acompanhados no RN apresentam algum grau de obesidade. Para efeito de comparação, a média nacional para essa mesma categoria é de 31%, o que coloca o Rio Grande do Norte em uma posição de vulnerabilidade extrema frente às doenças crônicas.
Além dos dados específicos de obesidade, o estudo aponta que o problema do peso começa muito antes. Se somarmos as pessoas com sobrepeso às que já atingiram a obesidade clínica, o índice salta para quase 60% da população adulta do estado.
Obesidade em adultos: 42% (Média nacional: 31%);
Sobrepeso total: aproximadamente 60% da população adulta;
Ranking nacional: 2º lugar entre todos os estados brasileiros;
Tendência: aumento progressivo nos atendimentos do SUS nos últimos 12 meses.
A obesidade não é apenas uma questão estética, mas uma condição que serve de porta de entrada para uma série de enfermidades graves. O Ministério da Saúde alerta que o excesso de peso sobrecarrega o coração e o sistema metabólico, aumentando drasticamente a procura por leitos e tratamentos especializados.
Diabetes Tipo 2: dificuldade do corpo em processar o açúcar no sangue;
Hipertensão: aumento da pressão arterial, principal causa de AVC;
Doenças cardiovasculares: infartos e insuficiências cardíacas;
Câncer: maior incidência de tumores no aparelho digestivo e mamas.
O relatório também destaca que a prevalência da obesidade não está restrita aos adultos. Nas últimas quatro décadas, o índice tem crescido de forma acelerada entre crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte. Especialistas apontam que o consumo excessivo de produtos ultraprocessados e o sedentarismo são os principais vilões.
Para as autoridades de saúde, o desafio agora é implementar políticas de conscientização alimentar e incentivo à atividade física para tentar reverter esses números nos próximos anos, evitando um colapso futuro no sistema de saúde devido às complicações do peso.
Abaixo, confira uma entrevista com o Dr. Lissandro Barros, endrocrinologista, membro da SBEM-RN (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Rio Grande do Norte) que comenta o aumenta da obesidade no RN.