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Publicado em 02/07/2026, às 14h18 Reprodução/Assessoria Giovana Gurgel
O avanço do câncer de bexiga no Brasil acendeu um alerta entre especialistas. Dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que 26.337 pessoas morreram em decorrência da doença entre 2021 e 2025. Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Urologia do Rio Grande do Norte (SBU-RN) iniciou uma campanha de conscientização durante o mês de julho para incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce.
Os números mostram um crescimento contínuo da mortalidade ao longo dos últimos anos. Em 2021, foram registrados 4.929 óbitos. O total passou para 5.119 em 2022, chegou a 5.252 em 2023, alcançou 5.483 em 2024 e atingiu 5.554 mortes em 2025.
A entidade destaca que a identificação precoce da doença é determinante para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Como o câncer de bexiga pode não apresentar sintomas em seus estágios iniciais, a recomendação é manter consultas periódicas com o médico urologista e realizar exames preventivos, mesmo quando não há sinais aparentes da enfermidade.
Segundo a SBU-RN, o tabagismo continua sendo o principal fator associado ao desenvolvimento do câncer de bexiga. A exposição passiva à fumaça do cigarro também representa risco para a doença. Além disso, fatores como idade avançada, histórico familiar, exposição ocupacional a determinadas substâncias químicas, uso de alguns medicamentos e suplementos, sexo masculino e maior incidência entre pessoas brancas aumentam as chances de desenvolvimento do tumor.
O presidente da SBU-RN, o urologista Pedro Sales, explica que o cigarro favorece diretamente o surgimento da doença. Segundo ele, as substâncias cancerígenas são absorvidas pelo organismo, filtradas pelos rins e eliminadas pela urina. Durante esse processo, esses agentes permanecem em contato com a parede da bexiga por longos períodos, provocando alterações celulares que podem resultar no aparecimento do câncer. Por isso, abandonar o tabagismo é uma das principais formas de prevenção.
Pedro Sales também ressalta que a doença é mais frequente entre homens. De acordo com o especialista, além de fatores biológicos e hormonais, existe uma influência importante relacionada ao estilo de vida, já que historicamente o público masculino esteve mais exposto ao cigarro e a ambientes de trabalho com substâncias químicas potencialmente cancerígenas.
Embora alguns fatores de risco não possam ser modificados, especialistas afirmam que mudanças de comportamento reduzem significativamente as chances de desenvolver a doença. Entre as principais recomendações estão não fumar, manter alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, realizar acompanhamento médico e procurar avaliação especializada diante de qualquer alteração urinária.
A campanha promovida pela SBU-RN durante o mês de julho busca ampliar o conhecimento da população sobre a doença e reforçar a importância da prevenção. A iniciativa também chama atenção para o fato de que o diagnóstico precoce pode fazer diferença no sucesso do tratamento.
Ao final da campanha, a entidade reforça que o acompanhamento médico deve fazer parte dos cuidados preventivos ao longo da vida, e não apenas quando surgem sintomas. Segundo Pedro Sales, quanto mais cedo o câncer de bexiga é identificado, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores são as perspectivas de recuperação para o paciente.
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