Geral
Publicado em 08/03/2026, às 10h35 Mayane Lins
O Rio Grande do Norte registrou 627 novos casos de câncer em crianças e adolescentes em 2025, posicionando-se como o 6º estado com mais diagnósticos no Brasil, apesar de uma leve queda em relação ao ano anterior. A doença permanece como a principal causa de morte por câncer nessa faixa etária, ressaltando a urgência de diagnósticos rápidos e tratamento imediato.
Em nível nacional, o Brasil viu uma redução significativa de 24,2% nos diagnósticos de câncer infantojuvenil, com 11.984 novos casos em 2025, comparado a 15.811 em 2024. Estados como o Espírito Santo apresentaram quedas ainda mais acentuadas, mas especialistas alertam que a vigilância contínua é crucial, dado que o câncer representa cerca de 3% dos casos totais no país.
Estudos indicam que muitas mortes por câncer poderiam ser evitadas com ações de prevenção e diagnóstico precoce, com 43,2% dos óbitos passíveis de prevenção. A ampliação do acesso a cuidados de saúde e tratamentos especializados é vista como uma estratégia vital para mitigar o impacto da doença na população.
O Rio Grande do Norte aparece entre os estados brasileiros com maior número de registros de câncer em crianças e adolescentes. Em 2025, foram contabilizados 627 novos diagnósticos em pessoas de 0 a 19 anos, colocando o estado na 6ª posição nacional nesse tipo de ocorrência.
No ano anterior, o RN havia ocupado a 11ª colocação, com 641 casos registrados. Apesar de uma pequena redução de 2,18% no número de diagnósticos entre 2024 e 2025, especialistas alertam que a doença continua sendo a principal causa de morte por câncer na infância e adolescência, o que reforça a necessidade de identificação rápida e início imediato do tratamento.
Os dados fazem parte do Painel Oncologia Brasil, do Ministério da Saúde, e foram organizados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp) em janeiro de 2026.
Em todo o país, houve uma redução mais significativa no número de novos casos. Em 2024, o Brasil registrou 15.811 diagnósticos de câncer infantojuvenil. Já em 2025, o total caiu para 11.984, o que representa uma diminuição de 24,2%.
Alguns estados apresentaram quedas ainda mais expressivas. No Espírito Santo, por exemplo, os registros passaram de 295 para 118 casos, uma redução de aproximadamente 60%.
Mesmo com a diminuição dos números, especialistas ressaltam que o câncer em crianças e adolescentes exige atenção constante. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse grupo representa cerca de 3% do total de casos da doença no país, mas a taxa de cura pode chegar a 80% quando o diagnóstico ocorre precocemente.
Um dos desafios no enfrentamento da doença é que os sinais iniciais muitas vezes são discretos ou semelhantes aos de problemas comuns da infância.
Entre os sintomas que podem indicar algo mais sério estão palidez frequente, perda de peso sem explicação, caroços que não causam dor e manchas roxas pelo corpo.
Por isso, médicos reforçam que qualquer alteração persistente deve ser investigada e que o acompanhamento médico regular é essencial para avaliar o desenvolvimento da criança ou do adolescente.
A doença costuma atingir principalmente ossos longos, como o fêmur, a tíbia e o úmero, e pode se manifestar com dor persistente nos ossos ou inchaço na região afetada, especialmente nas pernas e nos joelhos.
Como esses sintomas muitas vezes são confundidos com dores do crescimento, o diagnóstico pode acabar sendo feito apenas quando o tumor já está mais avançado.
Entre os estados brasileiros, os maiores números de novos casos de câncer infantojuvenil em 2025 foram registrados em:
Estudos internacionais também indicam que grande parte das mortes provocadas pela doença poderia ser evitada. Uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet aponta que 43,2% dos óbitos por câncer no Brasil poderiam ser prevenidos ou evitados com ações de prevenção, diagnóstico precoce e acesso adequado ao tratamento.
Segundo o levantamento, dos casos diagnosticados no país em 2022, cerca de 253 mil pessoas podem morrer em até cinco anos, sendo que mais de 109 mil dessas mortes poderiam ser evitadas.
Os pesquisadores destacam que a ampliação do acesso à saúde, exames e tratamento especializado continua sendo um dos caminhos mais importantes para reduzir o impacto da doença na população.
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