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Publicado em 09/10/2025, às 11h10 (Foto: Reprodução/ESA) Marina Gonçalves
O cometa interestelar 3I/ATLAS tem dado o que falar desde a sua descoberta, em julho deste ano, pela estação do Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, em Río Hurtado, no Chile.
O fenômeno raro, que diferente da maioria dos cometas, que nascem no próprio Sistema Solar, vem de fora dos limites do nosso sistema, passou próxima à Marte, no último dia 3, e câmeras de duas sondas espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA) conseguiram registrar detalhes(imagem na capa da matéria).
No entanto, há algumas semanas, um estudo baseado em observações do Telescópio Espacial James Webb (JWST), revelou detalhes incomuns sobre o ‘intruso interestelar’.
Como, de acordo com o portal CNN Brasil, uma química peculiar intitulada coma, que é a nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo do cometa, dominada por dióxido de carbono (CO₂). Está é uma concentração inédita.
O estudo, disponível no repositório de pesquisa multidisciplinar e de código aberto ‘Zenodo’, não revisto por pares, foi conduzido com o espectrômetro NIRSpec do James Webb.
O mesmo revelou que a coma do cometa interestelar possui, aproximadamente, oito vezes mais dióxido de carbono do que água, ultrapassando mais de seis vezes o limite de variação esperado.
O JWST é o único telescópio espacial capaz de verificar no infravermelho médio e próximo, onde surgem assinaturas espectrais de gases voláteis: água (H₂O), dióxido de carbono (CO₂) e monóxido de carbono (CO).
O observatório espacial confirmou a procedência extrassolar do 3I-ATLAS, sua composição química especial, e ainda calculou que o mesmo possui um núcleo sólido entre 320 metros e 5,6 quilômetros de diâmetro.
A coma é desenvolvida temporariamente pelos cometas quando se aproximam de uma estrela. Isso acontece pois, à medida que o calor aumenta, o gelo é derretido e vaporizado, liberando gases diversos, e o James Webb descobriu que a coma do 3I/ATLAS é dominada por dióxido de carbono (CO₂), algo incomum.
Temperaturas e processo de formação planetária diferentes, e uma composição química distinta no sistema de origem, são insinuados na anomalia.