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Publicado em 22/10/2025, às 17h16 Reprodução/ Unsplash Nathalia Quiereguini
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um sensor inovador capaz de detectar a presença de nitrito de sódio (NaNO₂).
O composto, que é proibido para uso em bebidas no Brasil (sendo permitido apenas em carnes processadas, onde atua como conservante e fixador de cor), foi utilizado em amostras diluídas de suco de laranja, vinho e água em testes laboratoriais.
O nitrito de sódio, quando ingerido, pode reagir com aminas presentes no organismo, formando nitrosaminas. Esses compostos são altamente cancerígenos e estão associados ao desenvolvimento de câncer no fígado, estômago e esôfago.
Além disso, a ingestão regular de pequenas doses pode causar efeitos acumulativos ao longo do tempo.
Por isso, a presença do aditivo em bebidas industrializadas, especialmente aquelas consumidas diariamente, é considerada preocupante por especialistas.
Para enfrentar esse problema, a equipe da UFSCar desenvolveu um sensor inovador utilizando cortiça transformada em grafeno por meio de gravação a laser.
Essa técnica cria uma estrutura altamente condutiva, ideal para detectar compostos eletroquímicos como o nitrito de sódio.
Além de eficiente, o sensor é sustentável e de baixo custo, podendo ser aplicado em processos de fiscalização e controle de qualidade na indústria de alimentos e bebidas.
A tecnologia representa um avanço importante na prevenção de riscos à saúde pública, oferecendo uma alternativa prática e moderna para a detecção de adulterações.
Enquanto a tecnologia ainda não está amplamente disponível no mercado, os consumidores devem ficar atentos à procedência dos produtos que adquirem.
Optar por marcas reconhecidas, verificar a integridade das embalagens e priorizar produtos com rótulos claros e completos ajuda a reduzir os riscos.
Além disso, é importante desconfiar de ofertas extremamente baratas ou produtos vendidos de forma informal, que podem não passar por controles de qualidade adequados.
A detecção e o controle de substâncias proibidas em alimentos e bebidas são fundamentais para garantir a saúde pública.
A inovação tecnológica, aliada à atenção do consumidor, é essencial para evitar o consumo de produtos adulterados e proteger a saúde de toda a população.
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