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Publicado em 13/10/2025, às 11h12 Reprodução/ Unsplash Nathalia Quiereguini
A Síndrome de Cotard, conhecida como “cadáver ambulante”, é um distúrbio psiquiátrico raro.
Segundo matéria do Metrópoles, quem sofre dessa condição acredita que está morto ou que partes do próprio corpo deixaram de existir.
Essa percepção distorcida da realidade leva o indivíduo a negligenciar cuidados básicos, como alimentação e higiene pessoal, afetando diretamente sua qualidade de vida.
Os sinais da Síndrome de Cotard vão além de acreditar na própria morte. Pacientes frequentemente descrevem órgãos que não funcionam ou partes do corpo em decomposição.
Essa sensação extrema de desconexão entre mente e corpo pode gerar isolamento social e abandono das atividades cotidianas.
A percepção de si mesmo fica completamente alterada: há relatos de pessoas dizendo que “perderam a alma” ou que o corpo é apenas uma carcaça vazia.
O distúrbio pode surgir por alterações em áreas do cérebro responsáveis pela percepção corporal e integração emocional, por transtornos psiquiátricos graves, como depressão psicótica ou esquizofrenia, ou até por doenças neurológicas.
Lesões cerebrais, infecções e traumas também podem estar envolvidos. Por ser tão raro, não existem marcadores específicos para a síndrome, e o diagnóstico é feito exclusivamente através da avaliação psiquiátrica, muitas vezes acompanhada de exames neurológicos para descartar causas orgânicas.
O impacto da síndrome no cotidiano é profundo. Além da distorção da percepção do corpo, o paciente pode sentir que perdeu completamente sua identidade, tornando difícil realizar tarefas básicas ou manter relações sociais.
O acompanhamento médico, aliado a uma rede de apoio, é essencial para ajudar o indivíduo a recuperar contato com a realidade e garantir segurança e bem-estar.
A Síndrome de Cotard é rara, mas o entendimento sobre ela é fundamental. Reconhecer os sinais precocemente pode fazer toda a diferença no tratamento e na vida de quem sofre desse transtorno.
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