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Publicado em 06/04/2026, às 18h48 Reprodução: NASA Jussier Lucas
A missão Artemis II, da Nasa, deve levar astronautas para sobrevoar o chamado lado oculto da Lua — uma região que nunca foi observada diretamente por humanos. Durante o trajeto, a tripulação terá a missão de registrar imagens inéditas e descrever com precisão detalhes da superfície lunar.
Diferente do que muitos pensam, o lado oculto da Lua não é permanentemente escuro. Ele recebe luz solar, mas permanece invisível da Terra devido ao fenômeno de rotação sincronizada, que faz com que o satélite natural mostre sempre a mesma face ao planeta.
Com isso, a missão representa um avanço importante na exploração espacial, ao permitir observações diretas de uma área até então conhecida apenas por imagens captadas por sondas e satélites.
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Os astronautas foram treinados para identificar e descrever características específicas da superfície lunar. Entre os principais pontos de atenção estão as variações de cor e brilho, que podem indicar diferenças na composição geológica da Lua.
Outro aspecto fundamental será o efeito da luz sobre o relevo. A incidência solar em diferentes ângulos pode destacar detalhes da topografia, como elevações e depressões, facilitando a análise do terreno.
A missão também prevê a observação de formações importantes, como a Bacia Orientale, uma das maiores estruturas de impacto da Lua, formada há bilhões de anos após a colisão com um grande corpo celeste.
Além disso, crateras como a Ohm e a Pierazzo estão na lista de alvos. A primeira chama atenção por seus raios brilhantes e pico central, enquanto a segunda, menor, contribui para estudos sobre impactos mais recentes na superfície lunar.
Os registros visuais serão complementados pelos relatos detalhados dos astronautas, considerados essenciais para ajudar cientistas a interpretar as características da região. A expectativa é que as informações coletadas ampliem o conhecimento sobre a formação da Lua e do próprio Sistema Solar.