Entretenimento
Publicado em 27/04/2026, às 08h59 Reprodução internet Redação
Quem assiste à cinebiografia Michael sai do cinema impactado pela trajetória do Rei do Pop, mas também com várias perguntas sem resposta — afinal, o filme retrata apenas parte da história do artista.
Entre as curiosidades que mais despertam atenção está o paradeiro de um dos companheiros mais inusitados e emblemáticos do cantor: Bubbles, o chimpanzé que se tornou símbolo de uma das fases mais excêntricas da vida de Michael Jackson.
Mas afinal, por onde anda Bubbles hoje?
A resposta surpreende e revela uma nova vida, muito distante dos holofotes.
De astro da cultura pop a morador de santuário
Bubbles foi resgatado por Michael Jackson nos anos 1980 de um centro de pesquisas no Texas e rapidamente se tornou muito mais do que um animal de estimação.
Virou parceiro inseparável do cantor, acompanhando-o em turnês, viagens internacionais e aparições públicas que alimentaram o imaginário do público.
O chimpanzé esteve ao lado de Jackson em momentos hoje considerados históricos — de videoclipes e sessões de fotos a encontros diplomáticos no Japão, onde os dois chegaram a participar de tradicionais cerimônias de chá em 1987.
Em Neverland Ranch, Bubbles vivia como parte da família. Dormia em um berço próximo à cama do cantor e circulava livremente pela propriedade, cenário de tantas histórias cercadas de fascínio.
Com o passar do tempo, porém, o animal cresceu, tornou-se mais forte e passou a apresentar comportamentos agressivos, algo natural para um chimpanzé adulto. Foi então afastado da convivência doméstica e encaminhado a treinadores especializados.
Onde extatamente está Bubbles hoje?
Décadas depois de dividir os holofotes com o maior astro pop do planeta, Bubbles leva hoje uma vida tranquila em um santuário na Flórida.
Aos 43 anos, o chimpanzé vive desde 2005 no Centro para Grandes Primatas, onde recebe cuidados permanentes em um ambiente projetado para seu bem-estar físico e emocional.
Longe da vida agitada que teve na fama, Bubbles se tornou uma das figuras mais conhecidas e queridas do local.
Segundo o próprio santuário, ele ocupa posição de liderança entre outros chimpanzés e é visto como um macho dominante respeitado no grupo, convivendo com companheiros como Oopsie, Boma, Kodua e Stryker.
A curiosa nova rotina de Bubbles surpreende
Se muita gente imagina que o ex-companheiro de Michael leva uma rotina pacata e monótona, a realidade é bem diferente.
Bubbles mantém uma vida social ativa, participa de atividades de enriquecimento ambiental e desenvolveu até uma faceta artística inesperada: gosta de pintar.
Sob supervisão dos cuidadores, o chimpanzé produz telas coloridas e, segundo relatos do santuário, só “entrega” a obra quando considera o trabalho concluído.
Reservado, mas brincalhão, também ficou conhecido por provocar visitantes jogando água ou areia, em travessuras que viraram marca registrada.
O espólio de Michael Jackson continua financiando seus cuidados até hoje, mantendo um elo simbólico entre os dois mesmo décadas após a separação.
O chimpanzé que virou lenda na história do pop
Bubbles não foi apenas um animal de estimação exótico.
Virou personagem da cultura pop, símbolo da fase mais enigmática e extravagante de Michael Jackson, e continua despertando fascínio em fãs do artista no mundo inteiro.
Com a repercussão do filme Michael, o interesse por sua história voltou com força — e a revelação de que o chimpanzé vive hoje cercado por natureza, cuidados e até produção artística tem surpreendido muita gente.
Os outros animais que fizeram parte do universo de Michael Jackson
Embora Bubbles tenha sido o mais famoso, ele não foi o único animal a integrar o universo peculiar do astro.
No rancho Neverland, Michael conviveu com uma coleção impressionante de espécies:
• Lhamas Louie e Lola, figuras conhecidas da propriedade
• Tigres chamados Thriller e Sabu
• Girafas e veados mantidos no rancho
• Cobras como Muscles e Madonna, uma píton albina de mais de 5 metros
• Dois jacarés
• Cães como Large, Spanky, Black Girl, Shadow e Sasha
• Flamingos e um carneiro chamado Mr. Tibbs
Esse verdadeiro zoológico particular ajudou a alimentar o imaginário em torno de Neverland e reforçou a aura quase mítica construída em torno de Michael Jackson.
Um final inesperado para uma história improvável
De companheiro de turnês mundiais a líder de um grupo de chimpanzés em um santuário, Bubbles teve um destino que poucos poderiam prever.
E talvez essa seja uma das histórias mais curiosas e pouco conhecidas ligadas ao legado de Michael Jackson — a do chimpanzé que saiu dos palcos da cultura pop para encontrar, longe das câmeras, uma vida de paz.
Mais sobre a estrutura do Center for Great Apes (Centro para Grandes Primatas) em Wauchula, na Flórida
Em meio à floresta tropical, os chimpanzés e orangotangos vivem e brincam em doze grandes recintos em forma de cúpula, com três andares de altura. Os maiores desses espaços externos têm de 15 a 24 metros de comprimento e 10 metros de altura.
Os habitats oferecem amplo espaço para correr, escalar e se balançar. Todos os habitats externos dos primatas contam com diversas estruturas para escalada e cipós, além de inúmeros brinquedos, banheiras, bueiros e dispositivos de enriquecimento ambiental.
Além disso, existem três outros recintos para quarentena de recém-chegados e um habitat especial para nossos macacos deficientes e idosos.
Cada habitat dos grandes primatas possui abrigos noturnos anexos que não servem apenas como local para dormir à noite, mas também como espaço de descanso durante o dia, caso os animais queiram se proteger das chuvas de verão ou do forte sol da Flórida.
Esses abrigos contam com áreas elevadas para ninhos, redes e plataformas para descanso. São aquecidos no inverno e possuem estrutura resistente o suficiente para suportar com segurança os furacões da Flórida.
Uma área especial, interna e externa, projetada para atender às necessidades únicas de primatas idosos e com deficiências, foi concluída em 2008. O primeiro morador foi Knuckles, um jovem chimpanzé com paralisia cerebral.
Os residentes têm liberdade para explorar, utilizando uma característica única de nossas instalações: um sistema de passarelas elevadas que serpenteia por mais de dois quilômetros e meio pela propriedade.
Esse sistema de passarelas conecta todos os recintos, permitindo que tanto os orangotangos quanto os chimpanzés corram livremente pela mata e atravessem o riacho. Eles gostam de observar outros grupos de primatas no santuário, bem como seguir a equipe e os visitantes pelo Centro.
As áreas externas foram planejadas para serem longas, porém estreitas, permitindo que os residentes tenham cerca de 18 metros de espaço para se deslocar à frente, mas permaneçam a apenas 4,5 metros de qualquer uma das portas que levam aos abrigos internos.
Assim, quando uma grande tempestade se aproxima ou em períodos de frio intenso, a equipe consegue levá-los rapidamente para dentro em segurança.