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Justiça decreta falência da Oi após anos de tentativas de recuperação

Após quase uma década de crise, Justiça do Rio de Janeiro confirma a falência da Oi e encerra o maior processo de recuperação judicial do país.  |  Reprodução/ Google

Publicado em 10/11/2025, às 15h51   Reprodução/ Google   Nathalia Quiereguini

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (10), a falência da Oi, encerrando um dos processos de recuperação judicial mais longos e complexos da história brasileira, segundo matéria do G1.

A decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial do Rio, que considerou inviável a continuidade das tentativas de reestruturação financeira da empresa.

O pedido partiu da própria Oi, que admitiu não ter mais condições de cumprir o plano aprovado anteriormente.

O juiz Fernando Viana, responsável pelo caso, afirmou que a situação financeira da companhia é “insustentável” e que não há perspectiva de reversão.

Reprodução/ Google

Dívidas bilionárias e planos frustrados

A Oi entrou em recuperação judicial em 2016, com dívidas que somavam dezenas de bilhões de reais.

Mesmo após revisões no plano e venda de ativos, como a operação de telefonia móvel e parte da rede de fibra óptica, a companhia não conseguiu estabilizar as contas.

Em 2023, um novo plano foi aprovado, mas não trouxe os resultados esperados. A falência decretada agora é vista como o desfecho inevitável de uma crise que se arrastava há anos.

O que acontece a partir de agora

Com a decisão, a Oi passa a ser administrada por uma massa falida, que ficará responsável por levantar dívidas, avaliar os bens e iniciar o processo de liquidação.

O juiz determinou ainda que os contratos e operações sejam analisados para definir o que poderá continuar funcionando.

Apesar do decreto, os serviços de telecomunicação não devem ser interrompidos de imediato. A Justiça pretende garantir a continuidade do atendimento aos consumidores até que sejam encontradas alternativas para a operação.

Um marco no setor

A falência da Oi marca o fim de uma trajetória que começou com a promessa de ser uma das maiores operadoras do país.

Agora, o desafio é minimizar os impactos sobre os trabalhadores, credores e milhões de clientes que ainda dependem dos serviços prestados pela empresa.

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