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Publicado em 20/10/2025, às 09h15 Garau argumenta que o vazio da escultura invisível é o que a torna poderosa, provocando novas discussões sobre arte e percepção. - Reprodução/Internet Dani Oliveira
O artista italiano Salvatore Garau vendeu uma “escultura invisível” intitulada Io Sono por cerca de R$ 87 mil.
A obra não possui forma física — o comprador recebeu apenas um certificado de autenticidade e uma área de aproximadamente 1,5 m × 1,5 m reservada para “exposição”.
Segundo Garau, a peça existe porque é feita de “ar e espírito”
O leilão ocorreu em 2021 por cerca de 15 mil euros, e voltou às manchetes após uma publicação viral no perfil britânico Pubity, com quase 1 milhão de curtidas.
No certificado de autenticidade consta:
Escultura imaterial para ser colocada em um espaço livre de qualquer obstáculo. Dimensões variáveis, aproximadamente 200 × 200 cm. Obra acompanhada de certificado de autenticidade emitido pelo artista. Obra registrada sob o número IM5. Procedência: coleção particular, Milão. Estimativa: 12 mil–16 mil euros.”
Garau argumenta que é justamente o vazio que dá à obra seu poder: provoca percepção, reflexão e até incômodo — e para ele, isso já é suficiente para chamar aquilo de arte.
Outras obras de arte que desafiaram o físico
• Comedian (2019): Obra do artista italiano Maurizio Cattelan que consiste em uma banana presa à parede com fita silver. Foi vendida por US$ 120 mil na feira de arte Art Basel Miami Beach.
• As “esculturas invisíveis” de Garau: além de “Io Sono”, ele apresentou outras obras imateriais — como “Buddha in Contemplation”, demarcada apenas por uma fita no chão em Milão.
Esses exemplos indicam como a arte contemporânea muitas vezes questiona o que é material, o que é representação e onde reside o valor de uma obra — menos no objeto físico e mais na ideia e na provocação que ele suscita.