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Publicado em 26/10/2025, às 10h35 Reprodução/Pexels Marina Gonçalves
Você já ouviu falar da Palm Jumeirah? Situada em Dubai, é uma impressionante ilha artificial, construída em formato de palmeira, conhecida por abrigar uma arquitetura luxuosa.
O local atrai muitos visitantes o ano todo e é um dos pontos turísticos mais populares da maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, com seus hotéis de luxo, resorts e praias.
De acordo com o portal Click Petróleo e Gás, o projeto, criado para ampliar a oferta de áreas à beira-mar destinada a moradias e hotéis, recebeu um investimento total de US$ 12 bilhões, incluindo a recuperação de terras, a infraestrutura básica e a construção inicial de residências, hotéis e serviços.
Com a transformação do mar em espaço urbano, o projeto criou terrenos com praia privativa e acesso restrito, gerando receitas com venda, aluguel e turismo.
Iniciado em 2001, o projeto envolveu a dragagem e o depósito de 85 milhões de metros cúbicos de areia, guiados por sistemas que moldaram com precisão o formato de palmeira.
O projeto formou um tronco central com 17 ramificações ligadas por pontes e vias internas. Um quebra-mar em forma de crescente cerca a palmeira, diminuindo a força das ondas e protegendo taludes e as praias artificiais.
A iniciativa desperta um debate inevitável sobre a expansão de terra e seu custo ambiental, já que a dragagem transforma habitats marinhos, levanta sedimentos e altera os padrões das correntes.
Diante disso, o monitoramento ambiental e a implementação de medidas de mitigação se tornaram essenciais durante toda a construção e operação da ilha. Em contrapartida, cidades costeiras com espaço urbano limitado enxergam o projeto como modelo de expansão de luxo.
Embora os benefícios econômicos e urbanos sejam significativos, os impactos ambientais exigem governança contínua, transparência e compromisso com a resiliência costeira.
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