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Cientistas comprovam ligação entre o formato do bumbum e diabetes

Cientistas britânicos descobriram um padrão específico no músculo que prevê a diabetes, agindo como um sinal precoce.  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 27/11/2025, às 22h34   Reprodução/Freepik   Bruna Souza

Um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Westminster, no Reino Unido, trouxe uma revelação surpreendente para a área da saúde; o formato e a composição do músculo glúteo máximo podem ser um indicador crucial do risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Utilizando mapeamento 3D avançado com ressonâncias magnéticas (MRI) de participantes do UK Biobank, os cientistas descobriram que a distribuição da gordura e a forma do principal músculo do bumbum refletem mudanças metabólicas que antecedem o diagnóstico formal da doença. 

A descoberta sugere que a observação dessa região pode atuar como um valioso sinal de alerta precoce para o diabetes, independentemente do peso corporal visível, como explica o portal O Tempo.

 Indícios da alteração de glicose

A pesquisa focou em identificar padrões específicos na forma do glúteo máximo. Os resultados indicaram que a doença está ligada a uma alteração na composição e distribuição da gordura e do músculo na região. 

O estudo observou padrões distintos entre os sexos. Em homens com diabetes, houve uma redução na massa muscular do glúteo, enquanto em mulheres com a doença, foi notado um aumento no volume do glúteo, possivelmente associado a um acúmulo de gordura. 

Essa mudança não é apenas estética; ela reflete como o corpo está lidando com a glicose e armazenando energia. Logo, essa gordura localizada pode estar ligada à resistência à insulina, fator central no desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Alerta metabólico

Reprodução/Freepik

Tradicionalmente, o acúmulo de gordura abdominal tem sido o principal sinal de risco metabólico, contudo essa pesquisa indica o fato de que o formato do glúteo pode ser um indicador de risco independentemente do Índice de Massa Corporal (IMC). 

A análise detalhada permite aos cientistas identificar esses padrões sutis de alteração na composição corporal. Isso transforma o glúteo máximo em um potencial biomarcador para a doença, permitindo intervenções dietéticas e de exercício físico mais cedo para reverter a predisposição.

Os pesquisadores sugerem que a capacidade de identificar essas alterações pode levar a um método de triagem não invasivo e altamente eficaz no futuro. A detecção precoce de um risco elevado de diabetes permitiria que os profissionais de saúde começassem o tratamento antes que a doença se manifestasse plenamente.

Classificação Indicativa: Livre


TagsDiabetesDoençaMetabolismoBumbum

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