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Publicado em 21/10/2025, às 10h26 Reprodução/Redes Sociais Bruna Souza
O neurocientista espanhol Álex Gómez Marín, 44, pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), compartilhou uma experiência em que passou sete segundos clinicamente morto.
"Mais real que a própria realidade", declarou Marín em entrevista ao podcast espanhol La Rosa de los Vientos, o físico e neurocientista, que não costumava ser religioso, afirmou ter vivido uma experiência sobrenatural.
Márin sofreu uma hemorragia interna que o fez ficar internado por dias e o levou a um estado de morte clínica por sete segundos, o que, segundo ele, foi um um evento transcendental que transformou sua visão sobre a vida e a consciência.
Em seu relato, ele descreve ter se encontrado em um lugar que ia além da matéria, mas não deixava de ser real e conta que seres sobrenaturais estava nesse momento, como uma espécie de orientação. "Um poço com uma luz dourada acima e três guias espirituais que estava para me ajudar", detalhou.
Ele disse não ter medo, que é impossível ter medo naquele lugar, tanto que, pensando em suas filhas pequenas, ele simplesmente “pediu para voltar", em suas próprias palavras.
O aspecto mais marcante para o cientista foi justamente a ausência de medo ou angústia; em vez disso, sentiu uma "paz absoluta" e uma profunda calma. Ele descreveu esse estado, "não é preciso pensar, simplesmente se sabe, com a certeza de que tudo estava bem".
Apesar de não ser uma pessoa religiosa, essa experiência levou Marín, que sempre estudou a matéria, a questionar o valor dado ao materialismo, afirmando que "o sagrado existe e vai além do material".
Ele argumenta que o amor, a dor e a consciência são tão reais quanto a matéria. Marín conclui que, embora as pessoas temam a morte, aqueles que estiveram com um pé lá e voltaram a veem como uma experiência bela, finaliza com um conselho: "também há vida antes da morte."
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