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Publicado em 14/01/2026, às 17h38 Reprodução: Internet Jussier Lucas
Um asteroide de grandes proporções passou relativamente próximo da Terra na última segunda-feira (12) sem oferecer qualquer risco ao planeta. Batizado de 2005 UK1, o corpo celeste tem diâmetro estimado entre 600 metros e 1,4 quilômetro e chamou a atenção da comunidade científica por estar entre os maiores objetos a se aproximarem da Terra nos últimos anos.
Segundo informações do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, o asteroide atingiu seu ponto máximo de aproximação às 13h21 (UTC), mantendo uma distância segura de cerca de 12,4 milhões de quilômetros, o equivalente a aproximadamente 32 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.
Apesar da grande dimensão, os cientistas reforçam que não houve qualquer possibilidade de impacto. Ainda assim, encontros desse tipo são considerados incomuns, especialmente quando envolvem objetos classificados como “potencialmente perigosos”.
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Monitoramento e classificação do 2005 UK1
O asteroide 2005 UK1 foi descoberto em 24 de outubro de 2005, por uma equipe do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona. Ele integra o grupo de asteroides próximos da Terra (NEOs, na sigla em inglês) e recebe a classificação de potencialmente perigoso devido ao tamanho e à órbita, que pode levá-lo a distâncias relativamente próximas do planeta.
De acordo com estimativas divulgadas por instituições científicas, o 2005 UK1 está entre os 3% maiores asteroides já monitorados em passagens próximas da Terra. Seu porte lhe rendeu o apelido informal de “assassino de planetas”, uma expressão usada para ilustrar os possíveis impactos globais caso um objeto desse tamanho colidisse com o planeta.
Especialistas explicam que, em um cenário hipotético de impacto, um asteroide com mais de um quilômetro de diâmetro poderia provocar danos regionais severos e efeitos ambientais em escala global, superando eventos históricos como o meteoro de Chelyabinsk, em 2013, e o episódio de Tunguska, em 1908.
Apesar disso, a NASA esclareceu que a passagem do 2005 UK1 não exerceu qualquer efeito gravitacional ou físico sobre a Terra, reforçando que o monitoramento contínuo desses objetos é uma medida preventiva para mapear riscos futuros e aprimorar estratégias de defesa planetária.
O acompanhamento de asteroides próximos tem se intensificado nos últimos anos, com o uso de telescópios terrestres e espaciais, permitindo maior precisão nas previsões e garantindo respostas rápidas diante de possíveis ameaças.