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Publicado em 10/04/2026, às 19h43 Reprodução/InterTV Jussier Lucas
Uma criança de apenas 2 anos sofreu queimaduras profundas após uma cuscuzeira com água fervente cair sobre seu corpo dentro de casa, no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. O acidente aconteceu no sábado (4), mas ganhou repercussão nesta sexta-feira (10).
A menina, identificada como Aline Eloá, ficou seis dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Após evolução no quadro clínico, ela foi transferida para a enfermaria, onde segue em tratamento.
De acordo com a equipe médica, a criança sofreu queimaduras de segundo grau no couro cabeludo e na face, além de lesões no tórax, dorso, membros superiores e no membro inferior esquerdo. O caso é considerado grave, mas apresenta sinais de melhora.
Segundo relato da mãe, o acidente ocorreu enquanto ela preparava o jantar e a criança brincava em outro ambiente da residência. Sem que fosse percebida, a menina entrou na cozinha e abriu o forno do fogão, o que provocou a queda da cuscuzeira com água fervente.
“Quando olhei para trás, ela já estava gritando, com a cuscuzeira em cima dela”, contou a mãe.
O pai relatou que, ao perceber a situação, tentou prestar socorro imediato. Ele levou a criança para o chuveiro e, em seguida, buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança. Posteriormente, a menina foi transferida para o Hospital Walfredo Gurgel, onde recebeu cuidados intensivos.
O diretor do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o cirurgião plástico Marco Almeida, explicou que o caso exige atenção contínua.
“É uma queimadura extensa, realmente grave, mas ela já saiu da UTI e está em acompanhamento no centro especializado”, afirmou.
O médico também reforçou a importância de medidas preventivas dentro de casa, como o uso de barreiras físicas para impedir o acesso de crianças à cozinha, reduzindo o risco de acidentes domésticos.
A família pede ajuda para custear o tratamento da criança, solicitando doações de fraldas, lenços umedecidos e esparadrapos. Os materiais podem ser entregues diretamente no CTQ do Hospital Walfredo Gurgel ou por meio de contato com o pai da menina.