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Publicado em 10/06/2026, às 11h19 Instituto Butantan/Divulgação Malu Machado
Após o Ministério da Saúde suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, milhares de brasileiros que já receberam o imunizante buscam respostas sobre os riscos de reações adversas. A medida cautelar foi tomada para investigar 42 casos de sintomas graves, que resultaram em três internações e dois óbitos.
Se você ou algum familiar tomou a vacina recentemente, o principal critério para manter a calma ou procurar ajuda médica é o tempo de aplicação. O Ministério da Saúde dividiu o monitoramento em duas regras claras:
Quem recebeu a dose nos últimos 21 dias está no período chamado de viremia vacinal. Isso significa que a forma enfraquecida do vírus da dengue ainda está circulando no sangue para ensinar o corpo a produzir anticorpos. Como o imunizante "simula" a infecção de forma controlada, reações podem acontecer.
O paciente deve procurar um serviço de saúde imediatamente caso apresente qualquer um destes sintomas semelhantes aos da dengue:
Para quem tomou a vacina e já cruzou a barreira das três semanas, o cenário é de total tranquilidade.
As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive elas estão protegidas contra a dengue. Quem passou desse período e está bem, não tem com o que se preocupar", explicou o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.
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A vacina do Butantan foi incorporada ao SUS em janeiro deste ano e já foi aplicada em mais de 501 mil pessoas (focando na população de 15 a 59 anos). Até o momento, as doses estavam concentradas nos municípios-piloto de Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG), profissionais de saúde e em uma ação na região de Araguaína (TO).
O Ministério da Saúde reforça que a suspensão é uma medida preventiva padrão de segurança. A vacina passou por cinco anos de testes científicos em mais de 11 mil pessoas antes de ser aprovada pela Anvisa, apresentando uma eficácia de 65% contra a doença e de mais de 80% contra casos graves e internações.