☰
✕

Cidades

Semente de fruta do Nordeste reduz açúcar no sangue e ajuda a controlar diabetes, aponta UFRN

Estudo da UFRN mostra que composto da semente de fruta típica pode reduzir a glicose no sangue após refeiçõe  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 06/05/2026, às 09h30   Reprodução/Freepik   Malu Machado

Um fruto típico do Nordeste e amplamente conhecido na mesa dos brasileiros acaba de ganhar destaque no campo científico.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificou que um composto natural extraído da semente de tamarindo pode ser um poderoso aliado no controle da glicose.

O estudo, produto do mestrado da aluna Larissa Souza, foca no desafio constante de milhões de brasileiros com Diabetes Mellitus: evitar o aumento rápido do açúcar no sangue após as refeições.

Como funciona a descoberta?

Sob a orientação dos professores Ana Heloneida (Nutrição) e Davi Serradella (Química), a pesquisa demonstrou que o inibidor de tripsina (TTI), presente na semente, consegue reduzir a atividade da α-amilase - enzima responsável por quebrar os carboidratos e transformá-los em açúcares simples.

Nos testes realizados, o composto reduziu a atividade dessa enzima em mais de 37%. "Esses resultados revelam o potencial funcional de compostos naturais aplicados à nutrição e à saúde", destaca a professora Ana Heloneida, líder do grupo NutriSBioativoS.

Semente de tamarindo contém inibidor que reduz em 37% a atividade enzimática ligada ao açúcar. Foto: Reprodução/Shutterstock

Tecnologia e simulação computacional

Para chegar a esse nível de detalhamento, os pesquisadores utilizaram supercomputadores do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN. 

Através de simulações in silico (feitas por computador), a equipe conseguiu visualizar exatamente como os fragmentos da semente se "encaixam" na enzima, impedindo sua função digestiva e, consequentemente, moderando a entrada de glicose no organismo.

Futuro da prevenção e novos tratamentos

Embora ainda não existam produtos consolidados no mercado, a descoberta abre portas para o desenvolvimento de alimentos funcionais e nutracêuticos.

Classificação Indicativa: Livre


TagsUfrnDiabetesGlicoseTamarindo