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Cidades

Prefeito de Natal isenta empresas de ônibus do ISS até 2026

Prefeito de Natal sanciona lei que isenta ISSQN para empresas de transporte público até junho de 2026, com efeitos retroativos  |  Foto: Reprodução/ STTU.

Publicado em 24/10/2025, às 09h04   Foto: Reprodução/ STTU.   Bnews Natal

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), sancionou a Lei nº 7.976/2025, que isenta as empresas de transporte público urbano do pagamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) até 30 de junho de 2026.

A medida, publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (24) tem efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2025 e integra o pacote de leis aprovado pela Câmara Municipal para viabilizar a nova licitação do sistema de transporte coletivo da capital potiguar.

De acordo com o texto sancionado, a isenção poderá ser prorrogada até dezembro de 2026, mediante decreto do Executivo, caso haja necessidade justificada. Em contrapartida, as empresas beneficiadas deverão manter as gratuidades previstas em lei, aplicar a tarifa social nos feriados e disponibilizar acesso integral aos sistemas de bilhetagem eletrônica e GPS à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).

A aprovação da lei completou o conjunto de três projetos enviados pela Prefeitura ao Legislativo, que incluem ainda a revogação das permissões do transporte opcional, com regime de transição, e a autorização para concessão de subsídio tarifário ao sistema. 

O presidente da Comissão de Transportes da Câmara, vereador Leo Souza (Republicanos), destacou que os projetos preparam o caminho para uma nova fase do sistema.

“Estamos olhando para o que vem depois desse contrato, que deve moralizar e dar dignidade a quem faz uso do transporte público”, afirmou.

Parlamentares da oposição, no entanto, criticaram a falta de contrapartidas. O vereador Daniel Valença (PT) afirmou que a isenção “já vigora desde 2020” e que, desde então, “houve uma piora na qualidade do serviço, com dezenas de linhas retiradas”. 

Já a vereadora Samanda Alves (PT) lamentou a rejeição de emendas que garantiam “100% da frota em circulação e ampliação da tarifa social”.

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