Cidades
Publicado em 31/03/2026, às 08h34 Reprodução internet Redação
Os preços dos ovos voltaram a subir em todo o Brasil e já acumulam aumento de até 20% ao longo de março.
A elevação ocorre após um período de queda e acompanha um movimento sazonal típico, impulsionado principalmente pela maior demanda durante a Quaresma.
O comportamento de alta vem sendo observado em diferentes regiões do país, refletindo mudanças no padrão de consumo alimentar dos brasileiros neste período.
Demanda aquecida pressiona valores
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o ovo tipo extra branco apresentou valorização relevante em comparação com fevereiro.
A principal explicação está na substituição de proteínas. Durante a Quaresma, é comum a redução no consumo de carne vermelha, o que eleva a procura por alternativas como os ovos.
Esse aumento na demanda acaba gerando pressão direta sobre os preços, especialmente em um cenário de oferta mais ajustada.
Produção mais controlada influencia mercado
Além do consumo elevado, o setor também passa por um momento de controle na oferta. Após um início de ano marcado por preços baixos, produtores reduziram o ritmo de produção como forma de reequilibrar o mercado.
Essa estratégia, combinada com a demanda aquecida, contribuiu para o avanço dos preços ao consumidor.
Custos seguem no radar do setor
Mesmo com a alta recente, outros fatores continuam sendo monitorados pelos produtores, especialmente os custos de produção.
Entre os principais pontos de atenção estão:
- alimentação das aves, baseada em milho e farelo de soja
- despesas com transporte e logística
- variações no preço de insumos agrícolas
Até o momento, no entanto, esses custos não provocaram impacto significativo adicional nos preços finais ao consumidor.
Expectativa é de ajuste após a quaresma
A tendência do mercado é de acomodação após o período religioso. Com o fim da Quaresma, a expectativa é de redução na demanda e possível retomada do ritmo produtivo.
Caso a oferta volte a crescer acima do consumo, os preços podem registrar queda nos próximos meses, revertendo parte da alta observada em março.