Cidades
Publicado em 01/09/2026, às 09h55 PCRN ELÍ Bernardo
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará e do Ciberlab do Ministério da Justiça, deflagrou, nesta terça-feira (01), a segunda fase da “Operação Falsus Causidicus” em combate a crimes de estelionato praticados por meio de fraudes eletrônicas.
As investigações apontam a utilização de perfis falsos em aplicativos de mensagens, por meio dos quais os suspeitos se passavam por advogados para induzir as vítimas a erro e obter vantagens ilícitas.
Conforme as investigações, os suspeitos estariam envolvidos em um esquema criminoso voltado à aplicação de golpes por meio de engenharia social. Para conferir aparência de legitimidade às abordagens fraudulentas, os suspeitos usavam informações processuais verossímeis e dados sigilosos das vítimas.
Em um dos principais casos investigados, a vítima foi induzida a realizar transferências bancárias instantânea via PIX que totalizaram quase R$ 100 mil.
Esses valores foram enviados após a vítima acreditar que estava efetuando o pagamento de supostas taxas cartorárias necessárias para a liberação de um crédito judicial que, na realidade, não existia.
As investigações mostrou que os valores obtidos por meio dos golpes eram movimentados por contas bancárias de terceiros e, posteriormente, repassados ao suspeito. A prática teria como objetivo dificultar o rastreamento das movimentações financeiras e ocultar a origem ilícita dos recursos.
No total, quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, de natureza domiciliar e pessoal foram cumpridos, além de medidas de quebra de sigilos para fins probatórios e outras medidas cautelares diversas da prisão.
As medidas judiciais tiveram como objetivo apreender dispositivos eletrônicos, coletar registros digitais relacionados à prática criminosa e preservar elementos relevantes para o aprofundar investigações.
Durante as diligências, a Polícia Civil segue atuando na identificação e responsabilização dos demais integrantes do esquema criminoso, especialmente daqueles envolvidos diretamente na execução dos golpes conhecidos como “falso advogado”.
O grupo agia usando indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para conferir credibilidade às abordagens e obter vantagens ilícitas.
O nome da operação, “Falsus Causidicus”, expressão em latim que significa “falso advogado”, faz referência ao modo de atuação dos suspeitos, que faziam uso indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para conferir credibilidade às fraudes praticadas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforçou a importância de que a população confirme, por meio de canais oficiais, qualquer solicitação de pagamento recebida por aplicativos de mensagens, especialmente aquelas relacionadas a processos judiciais, honorários advocatícios ou supostas taxas para liberação de valores.
As denúncias e informações que possam contribuir com as investigações também podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.