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Publicado em 10/12/2025, às 07h34 A Polícia Científica investiga a morte de um recém-nascido e reforça a importância de protocolos de segurança. - Reprodução/Redes sociais Dani Oliveira
A morte de um bebê de apenas 10 dias em São Gonçalo do Amarante, registrada nesta segunda-feira (8), reacendeu o alerta da Polícia Científica do Rio Grande do Norte sobre a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL).
A principal suspeita inicial é de que a criança tenha engasgado com leite materno, situação que agora passa por análise técnica detalhada.
O que é a Síndrome da Morte Súbita do Lactente
A SMSL é definida como o óbito inesperado de crianças menores de um ano, aparentemente saudáveis, cuja causa permanece indeterminada mesmo após necropsia completa, análise do local da morte e revisão da história clínica.
Trata-se de um diagnóstico de exclusão — só é confirmado quando todas as outras possibilidades, naturais ou não, são descartadas.
No Brasil e no mundo, a síndrome costuma ocorrer durante o sono, sobretudo entre os dois e quatro meses de vida, e está frequentemente associada a condições inseguras no ambiente de descanso.
Fatores de risco mais associados à síndrome
Entre os elementos que podem aumentar a vulnerabilidade do bebê, destacam-se:
• Dormir de bruços
• Superfícies macias ou irregulares
• Excesso de cobertores ou objetos soltos no berço
• Compartilhamento de cama com adultos
• Exposição à fumaça de cigarro
• Prematuridade ou baixo peso ao nascer
Recomendações essenciais de prevenção
Com a ocorrência recente, a Polícia Científica reforça protocolos amplamente reconhecidos como eficazes para reduzir riscos:
• Colocar o bebê para dormir sempre de barriga para cima
• Usar colchão firme, sem travesseiros, protetores laterais ou pelúcias
• Evitar cobrir a cabeça do bebê; vestir roupas adequadas ao clima
• Não compartilhar a cama — o bebê deve dormir em superfície própria no mesmo quarto
• Manter o pré-natal rigoroso e evitar exposição à fumaça do cigarro
Como ocorre a investigação
A atuação da Polícia Científica é decisiva para identificar a causa real das mortes infantis. A necropsia completa, realizada por especialistas, permite verificar se o caso envolve:
• Acidentes
• Doenças ocultas
• Episódios de asfixia
• Situações de violência
• Características compatíveis com SMSL
O órgão destaca que o esclarecimento técnico é fundamental para fornecer respostas às famílias, orientar autoridades e contribuir para políticas públicas de prevenção.