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Cidades

Mais de 450 mil habitantes vivem sem esgotamento sanitário em Natal; veja principais áreas afetadas

Levantamento revela que mais de 450 mil habitantes de Natal não têm acesso ao esgotamento sanitário, evidenciando a crise na capital potiguar  |  Magnus Nascimento

Publicado em 11/03/2026, às 09h23   Magnus Nascimento   Malu Machado

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Um levantamento detalhado da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban) revela um cenário crítico na capital potiguar: 60,1% da população não possui acesso ao serviço de esgotamento sanitário. 

Em números absolutos, isso significa que 451.985 habitantes (distribuídos em 215.231 famílias/economias) vivem sem o serviço básico.

O cálculo da Agência considera a média de 2,1 habitantes por moradia, confrontando os dados com a população total de Natal, estimada pelo IBGE em 751.300 pessoas.

Abismo entre as Zonas de Natal

A desigualdade na cobertura é gritante entre as regiões da cidade. A Zona Norte é a mais afetada, com uma cobertura de apenas 3%. Nesta região, apenas o bairro de Igapó possui rede de esgoto ativa.

Confira a situação das demais zonas:

ETE Jaguaribe

A grande aposta para reverter esses indicadores é a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jaguaribe, localizada na Zona Norte. Quando estiver em operação plena, a estação promete mudar o rosto da capital.

Apesar da fase de testes ter sido anunciada para o mês passado, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) ainda não divulgou uma previsão oficial para o início da operação plena. A Companhia reforça que a interligação das casas à rede será gradual e os moradores devem aguardar um comunicado oficial antes de fazer a conexão.

Parcerias Público-Privadas (PPPs)

Com o objetivo de ampliar o serviço de esgotamento sanitário, a Caern prepara um investimento de R$ 3,9 bilhões por meio de Parcerias Público-Privadas.  O edital deve ser lançado até abril de 2026 e focará em 48 municípios do RN, divididos entre as regiões Litoral-Seridó e Central-Oeste. 

O modelo prevê que empresas privadas assumam a expansão e manutenção do esgoto, enquanto o abastecimento de água permanece com a estatal.

Segundo a Companhia, a primeira fase do projeto, que incluiu diagnósticos, estudos e definição do modelo de negócios, já foi concluída. Atualmente, a empresa finaliza os documentos necessários para a etapa de consulta pública que irá orientar o edital. 

 O contrato prevê metas de universalização do serviço, padrões de atendimento, fiscalização, garantias de investimento e parâmetros tarifários.

Classificação Indicativa: Livre


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