Cidades
Publicado em 29/05/2026, às 09h24 Foto: José Aldenir Redação
O cenário encontrado por quem passa diariamente por uma das principais vias do bairro das Quintas tem causado preocupação crescente entre moradores e comerciantes.
Tomado pelo lixo, com estruturas danificadas e sinais evidentes de vandalismo, um imóvel público abandonado transformou-se em símbolo de insegurança para quem vive e trabalha na região.
O prédio, que já sediou o 7º Distrito Policial de Natal, apresenta atualmente sinais avançados de deterioração.
Muros destruídos, infiltrações, paredes cobertas por mofo e equipamentos furtados fazem parte da realidade do local, que, segundo relatos de vizinhos, também estaria sendo utilizado por pessoas envolvidas em atividades criminosas.
Estrutura degradada chama atenção
Durante visita ao imóvel foi possível observar grande quantidade de resíduos acumulados tanto na área externa quanto no interior da antiga unidade policial.
A estrutura apresenta diversos pontos comprometidos. Parte do muro de proteção está derrubada, facilitando o acesso ao terreno.
Há ainda sinais de furtos da instalação elétrica e danos provocados por invasões recorrentes.
As condições do prédio chegaram a motivar uma interdição por parte da Vigilância Sanitária, diante dos riscos oferecidos pela deterioração da estrutura.
Comerciantes relatam prejuízos frequentes
Quem mantém estabelecimentos nas proximidades afirma conviver diariamente com os reflexos do abandono.
Proprietário de uma padaria localizada ao lado do imóvel, um comerciante relatou que já teve o negócio invadido duas vezes e acredita que os responsáveis pelos crimes utilizam a antiga delegacia como ponto de apoio.
Segundo ele, tentativas anteriores de restringir o acesso ao prédio não surtiram efeito.
Da última vez fizeram um paliativo, soldaram os portões. E mesmo assim eles levaram o portão, arrombando, saíram levando tudo”, afirmou.
Acúmulo de lixo gera problemas sanitários
Além da preocupação com a criminalidade, moradores também enfrentam transtornos relacionados à limpeza urbana.
Resíduos são constantemente descartados no entorno do prédio, situação que favorece o aparecimento de insetos e agrava as condições sanitárias da área.
A gente já mandou limpar. Semana passada a gente mandou limpar e acumulou agora de lixo novo. Porque eles trazem o lixo para vender o ferro”, relatou o comerciante.
Comunidade cobra providências
Moradores afirmam que o local passou a registrar intensa movimentação durante a noite e a madrugada, aumentando a sensação de insegurança no bairro.
Diante do cenário, a população pede uma definição sobre a responsabilidade pela manutenção do imóvel e cobra ações que garantam a recuperação da estrutura ou uma nova destinação para o prédio.
A Secretaria de Infraestrutura do Rio Grande do Norte informou que a responsabilidade pelo imóvel seria da Polícia Civil. A corporação foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da matéria.