Cidades
Publicado em 27/10/2026, às 09h27 Reprodução Lavínia Manso
A governadora Fátima Bezerra sancionou a Lei nº 12.932, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (27), que reconhece o legado das “40 Horas de Angicos” como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte. A medida busca preservar as referências históricas, culturais e educacionais da experiência de alfabetização coordenada por Paulo Freire em 1963, no município de Angicos.
A proteção abrange memórias, relatos orais, conhecimentos e práticas pedagógicas ligados ao projeto. Também contempla outras referências culturais associadas aos estudantes, alfabetizadores, coordenadores e comunidades que participaram da iniciativa.
Entre os objetivos da legislação estão a preservação da memória coletiva dos envolvidos e a valorização dos saberes construídos durante a experiência. O reconhecimento também destaca a contribuição de Angicos para a história da educação brasileira.
A norma estabelece o incentivo à pesquisa, à documentação e à divulgação das referências históricas e culturais das “40 Horas de Angicos”. A proposta é contribuir para que o legado da experiência seja transmitido às próximas gerações.
O fortalecimento da identidade cultural do município também aparece entre as finalidades da lei. O texto valoriza a relação das comunidades participantes com a experiência educacional desenvolvida no interior potiguar.
O reconhecimento como patrimônio não substitui os procedimentos administrativos de inventário, registro ou outras formas de proteção cultural. Essas etapas continuam sujeitas às exigências previstas na legislação.
A lei esclarece que a concessão do título não torna obrigatória a adoção do método pedagógico utilizado na experiência de alfabetização.
O texto também determina que a medida não modifica os currículos nem as diretrizes da rede estadual de ensino.