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Cidades

Justiça impõe prazo para Governo do RN corrigir problemas em unidade que atende mais de 13 mil pacientes

Unidade de saúde do Rio Grande do Norte enfrenta críticas por funcionar em espaço compartilhado com Detran e Itep, gerando conflitos  |  Reprodução internet

Publicado em 29/04/2026, às 12h51   Reprodução internet   Redação

O Governo do Rio Grande do Norte terá 90 dias para adotar medidas emergenciais e reestruturar a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), no Alecrim, após decisão da Justiça em ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

A determinação atende parcialmente pedido apresentado pela 47ª Promotoria de Justiça de Natal e impõe ao Estado uma série de providências para sanar falhas apontadas no funcionamento da unidade.

Responsável pela dispensação de medicamentos para mais de 13 mil usuários, a Unicat passou a ser alvo de pressão após inspeções técnicas identificarem problemas estruturais e operacionais considerados graves.

Entre as irregularidades apontadas estão:

• Falta de medicamentos
• Déficit de profissionais
• Aglomerações de pacientes
• Atendimento considerado precário
• Estrutura física inadequada

Segundo a promotora de Justiça Iara Pinheiro, a intervenção busca garantir o acesso contínuo da população a medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde.

Pela decisão, o Estado deverá apresentar um plano detalhado de adequações no prédio, incluindo obras e ampliação da sala de espera para reduzir superlotação e melhorar o acolhimento dos pacientes.

O Governo do Rio Grande do Norte terá 90 dias para adotar medidas emergenciais e reestruturar a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), no Alecrim, após decisão da Justiça em ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Justiça exige regularização sanitária e contratação de profissionais

Além das reformas físicas, a decisão obriga o governo a comprovar a regularização do cadastro da unidade junto ao Conselho Regional de Farmácia e adotar medidas para suprir a carência de farmacêuticos e técnicos administrativos.

O entendimento judicial destaca que as exigências não são novas e já estavam previstas no Plano Plurianual 2024-2027, que estabeleceu a necessidade de adequação da unidade às normas sanitárias vigentes.

Na prática, a decisão acelera uma obrigação que já vinha sendo cobrada.

Espaço compartilhado com Detran e Itep virou alvo de críticas

Um dos pontos mais sensíveis levantados pelo Ministério Público envolve o funcionamento da Unicat em estrutura compartilhada com o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte e o Instituto Técnico-Científico de Perícia.

Segundo a Promotoria, o modelo gera conflitos de fluxo e problemas no atendimento, sobretudo pela circulação conjunta de usuários em busca de serviços distintos.

O órgão também apontou preocupação com situações envolvendo pacientes de saúde mental em ambiente considerado inadequado para esse perfil de atendimento.

Falta de remédios motivou ação

O processo também reúne relatos sobre desabastecimento de medicamentos essenciais, incluindo:

• Risperidona
• Topiramato

A ausência dos remédios foi um dos fatores que impulsionaram a ação civil pública e ampliaram a pressão por medidas urgentes.

O que pode acontecer agora

Com a tutela de urgência, o Estado terá de cumprir as determinações dentro do prazo de 90 dias ou poderá enfrentar novas medidas judiciais.

A decisão representa um passo para tentar corrigir problemas históricos da unidade, considerada estratégica para milhares de pacientes que dependem da rede pública para acesso a tratamentos contínuos.

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TagsJustiçaSistema único de saúdeUnicat