Cidades
Publicado em 25/07/2026, às 16h50 Foto: Reprodução Mayane Bezerra
Aposentados e pensionistas que tiveram valores retirados dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem autorização poderão receber o dinheiro de volta. Uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu crédito extraordinário de R$ 547 milhões para financiar os ressarcimentos.
As cobranças sob investigação envolvem, principalmente, mensalidades de associações descontadas diretamente de aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. As apurações estimam que o esquema tenha provocado prejuízos superiores a R$ 6 bilhões aos segurados.
A liberação dos recursos ocorre após a deflagração da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF). A investigação apura irregularidades cometidas por entidades associativas que teriam realizado cobranças sem o consentimento dos beneficiários.
O caso ganhou repercussão depois da divulgação de denúncias sobre descontos feitos diretamente na folha de pagamento do INSS. As suspeitas passaram a ser investigadas pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Durante as apurações, os órgãos analisaram a atuação das associações que recebiam os valores descontados das aposentadorias e pensões.
O período para apresentar o pedido de ressarcimento terminou em 20 de junho. Quem fez a solicitação dentro do prazo ainda pode acompanhar a análise e verificar a existência de valores disponíveis pelos canais oficiais do INSS.
Segundo o governo federal, depois do reconhecimento do direito à devolução, o pagamento poderá ser realizado em até 15 dias úteis.
A consulta pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS. O beneficiário deve acessar a plataforma com o CPF e a senha cadastrada na conta gov.br e verificar o extrato de pagamento.
Também é possível obter informações por meio da Central 135 ou presencialmente nas agências dos Correios.
O crédito extraordinário começou a valer imediatamente após a publicação da medida provisória. Para permanecer em vigor de forma definitiva, porém, o texto ainda deverá ser analisado pelo Congresso Nacional.