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Publicado em 21/10/2026, às 15h33 Foto: Reprodução/@ranilsonviana Giovana Gurgel
A reconstrução da imagem de Nossa Senhora de Fátima, atingida por um incêndio em Natal no fim de fevereiro, enfrenta dificuldades financeiras e aguarda autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para iniciar o transporte das primeiras peças de Petrolina, em Pernambuco, até a capital potiguar. Segundo o escultor responsável pela obra, Ranilson Viana, a carreta já está carregada, mas a viagem depende da liberação do trajeto, prevista para esta quarta-feira (21).
A primeira remessa inclui o módulo das nuvens e os pés da escultura. Como a estrutura possui grandes dimensões, o órgão federal precisa analisar o percurso e verificar possíveis impedimentos, como pontes interditadas ou restrições que obriguem a transportadora a alterar a rota.
O deslocamento entre Petrolina e Natal tem aproximadamente 800 quilômetros. De acordo com Ranilson, as demais partes da imagem serão preparadas e enviadas gradualmente. O custo estimado apenas com o transporte ultrapassa R$ 400 mil, e o número exato de carretas necessárias ainda está sendo calculado.
A estrutura está sendo produzida em um galpão em Petrolina e será transportada em módulos, que precisam passar por etapas de preparação, desmontagem e carregamento. A montagem da estrutura interna de sustentação em Natal só deverá começar após a chegada de todas as peças.
“Liberou, a gente pega a estrada”, afirmou Ranilson em entrevista à Tribuna do Norte, ao comentar a expectativa pela autorização do DNIT.
Além das dificuldades logísticas, o escultor estima que o prejuízo provocado pelo incêndio ultrapasse R$ 3 milhões. Como a obra não tinha seguro, ele afirma que está financiando a reconstrução com recursos próprios, incluindo valores obtidos com os lucros de outros trabalhos.
Ranilson também mantém conversas com a Prefeitura de Natal para tentar antecipar parte de um pagamento pendente. Segundo o artista, o município ainda tem mais de R$ 1 milhão a pagar, e a liberação de uma parcela poderia contribuir para manter a produção e o transporte das peças.
A falta de recursos tem impacto direto no cronograma da reconstrução. O escultor afirma que continua buscando dinheiro para dar sequência aos trabalhos, enquanto organiza o envio dos módulos para a capital potiguar.
A necessidade de financiar a obra e custear a logística ocorre após o incêndio que atingiu a imagem quando ela ainda estava em processo de montagem. O episódio provocou mudanças no planejamento do Complexo Nossa Senhora de Fátima, localizado no bairro de Pajuçara, na Zona Norte de Natal.
Um laudo da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) apontou que o fogo começou a partir de uma máquina de solda utilizada em uma área elevada da estrutura. O incidente, registrado no fim de fevereiro, comprometeu a escultura e tornou necessária a reconstrução.
Antes do incêndio, a previsão era concluir a imagem em setembro. Com os danos e a necessidade de refazer partes da obra, a entrega foi adiada, sem uma nova data confirmada no relato do escultor.
A nova estrutura também deverá receber materiais e produtos retardantes de chama, com o objetivo de ampliar a segurança e reduzir os riscos de propagação de um eventual incêndio.
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