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Publicado em 07/07/2026, às 16h59 Thiago César/Inter TV Cabugi Jussier Lucas
O Governo do Rio Grande do Norte apresentou à Justiça Federal um novo cronograma para concluir a reforma do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, principal setor de atendimento do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Pelo planejamento, as obras devem ser finalizadas em até 16 meses após a reativação do contrato de repasse dos recursos federais.
O plano foi apresentado durante audiência realizada na última quinta-feira (2) e prevê a conclusão da reforma até outubro de 2027, caso todas as etapas sejam cumpridas conforme o cronograma estabelecido. A Justiça homologou a primeira fase do planejamento.
Nesta etapa inicial, o Estado terá prazo de 60 dias para concluir o Termo de Referência das obras remanescentes, documento que será submetido à análise técnica da Caixa Econômica Federal antes da retomada efetiva do contrato.
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Segundo o planejamento apresentado pelo Governo do Estado, a reforma será executada em cinco etapas. A primeira consiste na elaboração do Termo de Referência e no planejamento das intervenções, considerando a necessidade de manter o hospital em funcionamento durante a execução dos serviços.
Após a aprovação técnica da Caixa, o cronograma prevê a realização da licitação para elaboração dos projetos executivos, seguida da atualização dos projetos complementares, contratação da empresa responsável e, por fim, a execução das obras e prestação de contas.
Na decisão, a juíza federal substituta Moniky Mayara Costa Fonseca Dantas homologou a primeira etapa do cronograma, mas ressaltou que a medida poderá ser revista caso haja descumprimento dos prazos ou atrasos considerados injustificados. Uma nova audiência foi marcada para o dia 3 de setembro.
A reforma do Clóvis Sarinho é financiada com recursos federais provenientes de um contrato de repasse de aproximadamente R$ 3,9 milhões, firmado há mais de dez anos. Como a obra não foi concluída dentro do prazo previsto, a Justiça Federal acompanha o caso para evitar a perda do financiamento.
Durante audiência anterior, representantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informaram que os contratos das empresas responsáveis pela reforma foram encerrados após problemas na execução dos serviços. Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, a necessidade de rescindir os contratos e realizar uma nova licitação contribuiu para a paralisação das obras.
Ainda de acordo com o secretário, um dos principais desafios é conciliar a execução da reforma com o funcionamento do maior hospital público de urgência e emergência do Rio Grande do Norte, garantindo o atendimento à população enquanto as intervenções estruturais são realizadas.