Cidades
Publicado em 18/12/2025, às 12h05 reprodução Semurb Redação
O esgoto a céu aberto volta a preocupar moradores e visitantes da Praia de Areia Preta, diante dos efluentes jorrados diretamente na areia e no mar nesta semana.
Comerciantes e banhistas pedem uma solução, já que o mau cheiro tem causado transtornos, provocado a contaminação do trecho da praia onde ficam banhistas, o que pode trazer riscos à saúde das pessoas e ao meio ambiente.
“Esse esgoto voltou a jorrar diretamente na praia nesta semana e isso afasta os turistas e atrapalha nossa vendas porque as pessoas não querem vir para cá “, denunciou seu Antônio Dantas, comerciante da praia.
Na madrugada de quarta-feira, moradores gravaram vídeos que saíram na mídia local mostrando o despejo de esgoto no local. Veja a dimensão da situação nesse vídeo publicado pelo blog Via Certa.
Questionada sobre o assunto, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN, informou que tem atuado em parceria com a prefeitura, visto que a origem do problema é a rede de drenagem. A companhia ainda disse que enviou uma equipe ao local nesta quarta-feira (18) e em uma vistoria e constatou que a rede de esgoto na área está funcionando normalmente.
A prefeitura de Natal, através da Secretaria municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) disse em nota:
“A Semurb está trabalhando junto com a CAERN para identifcar a origem do problema. Agora pela manhã, os fiscais estão em campo fazendo levantamento para tentar identificar a fonte, mas como pode ter sido em qualquer parte da drenagem que engloba a região (Mãe Luiza e Areia Preta) e como se trata de um evento pontual fica mais difícil a identificação”.
Contaminação na praia de Areia Preta
No boletim da balneabilidade, divulgado na sexta-feira (12), realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), que analisa 33 trechos de praias do litoral potiguar, o trecho da praia de Areia Preta aparece como impróprio, (local próximo a Escadaria de Mãe Luiza), na zona Leste de Natal.
A contraindicação para banho no local, conforme o relatório técnico, é baseada em observações in loco de efluentes não tratados lançados constantemente na praia e número de coliformes termotolerantes encontrados nas amostras de água.