Cidades
Publicado em 03/04/2026, às 17h20 Foto: José Aldenir Mayane Lins
Natal voltou a puxar a geração de empregos no Rio Grande do Norte em fevereiro de 2026. Enquanto o estado fechou o mês com saldo negativo de 2.221 vagas com carteira assinada, a capital registrou resultado positivo, com 550 novos postos formais.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Em fevereiro, foram 7.808 admissões em Natal contra 7.258 desligamentos.
O desempenho da capital ajudou a reduzir o impacto das perdas no restante do estado. No acumulado de janeiro e fevereiro, Natal soma 1.368 novas vagas, enquanto os municípios do interior registraram fechamento de 2.308 postos de trabalho no mesmo período.
Quando se observa um período maior, a diferença continua. Nos últimos 12 meses, Natal criou 6.702 empregos formais, um crescimento de 2,85% no estoque de vagas. Já os outros 166 municípios potiguares, juntos, geraram 5.760 postos.
Os números também mostram o peso da capital no mercado de trabalho do estado. Em fevereiro, Natal concentrou 40,9% de todas as admissões do RN. No acumulado de 12 meses, esse percentual sobe para 41,7%.
Apesar do desempenho da capital, o Rio Grande do Norte teve um resultado mais tímido na comparação com outros estados da região. Em fevereiro, o Nordeste gerou 11.629 novos empregos formais.
O RN ocupou a oitava posição entre os nove estados nordestinos, ficando à frente apenas de Alagoas, que registrou saldo negativo de 3.023 vagas. A Bahia liderou a geração de empregos, com 6.890 novos postos, seguida pelo Ceará, com 4.316.
Entre as capitais, Natal ficou na sétima posição no ranking regional. A cidade superou Maceió, que criou 299 vagas, e Recife, com 130. Fortaleza teve o melhor desempenho, com 2.260 novos empregos formais no mês.
O cenário reforça a diferença entre a capital potiguar e o interior do estado, que ainda enfrenta dificuldades para manter o ritmo de geração de empregos.