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Cidades

Como o tarifaço de Trump pode aumentar o preço da cesta básica no Brasil; veja quais alimentos podem ficar mais caros

Entenda como as novas tarifas dos EUA podem elevar os alimentos essenciais no Brasil e afetar o preço da cesta básica e o orçamento das famílias  |  Reprodução internet

Publicado em 27/07/2026, às 10h31   Reprodução internet   Redação

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já acenderam um sinal de alerta para o setor supermercadista e especialistas em economia.

A avaliação é de que a medida pode pressionar a cotação do dólar, aumentar os custos de produção e provocar alta nos preços de alimentos essenciais consumidos pelas famílias brasileiras.

As tarifas, anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump, chegam a 37,5% sobre determinados produtos brasileiros e ampliam as tensões comerciais entre os dois países.

Como resposta, o governo brasileiro informou que estuda adotar medidas de reciprocidade.

Entenda o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos

A escalada das barreiras comerciais começou com a imposição de uma tarifa de 25%, anunciada pelo governo norte-americano sob a justificativa de combater supostas práticas desleais de mercado.

No dia seguinte, os Estados Unidos acrescentaram uma nova taxa de 12,5%, elevando a tributação total para até 37,5% em alguns produtos brasileiros. Segundo o governo americano, a medida também estaria relacionada a supostas falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas.

Em reação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que dará início aos procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade, mecanismo que permite ao Brasil responder a barreiras comerciais impostas de forma unilateral por outros países.

Dólar mais caro pode pressionar a inflação

Para especialistas, um dos principais efeitos da medida pode ser a valorização do dólar frente ao real.

A economista Petra Duque explica que, com a redução das exportações para os Estados Unidos, há uma tendência de diminuição da entrada de dólares no Brasil.

Além disso, o aumento da insegurança no comércio internacional costuma levar investidores a direcionarem recursos para mercados considerados mais seguros, fortalecendo a moeda americana.

Segundo ela, embora o repasse dos custos ao consumidor não aconteça imediatamente devido à existência de estoques e contratos já firmados, as empresas passam a enfrentar um cenário de margens menores.

Nesse contexto, muitas recorrem ao chamado "efeito tesoura", reduzindo lucros ou adotando estratégias conhecidas como "inflação invisível", que incluem embalagens menores ou a substituição de produtos por versões mais baratas para minimizar o impacto nos preços.

Alimentos podem ficar mais caros

O economista Aurelio Trancoso afirma que o aumento do dólar tende a afetar diretamente itens básicos da alimentação.

Isso porque o Brasil importa parte do trigo utilizado na produção de alimentos como pães e massas e também depende da compra de fertilizantes cotados em dólar para o setor agrícola.

Na avaliação do especialista, o encarecimento desses insumos pode elevar os custos de produção no campo e refletir nos preços pagos pelos consumidores.

Além disso, uma eventual redução da rentabilidade da atividade agrícola pode levar produtores a diminuir áreas de plantio e rebanhos, reduzindo a oferta de alimentos e pressionando ainda mais os preços.

Carne, leite, ovos e pão estão entre os produtos que podem sofrer impacto

Principais alimentos que podem ser afetados pela alta dos custos:

Especialistas alertam que, caso a valorização do dólar persista e a guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos se intensifique, os efeitos poderão ser percebidos de forma mais ampla na inflação e no orçamento das famílias brasileiras nos próximos meses.

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TagsPreço da cesta básicaTarifaço de trump