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Cidades

Chocante: juízes com salários de mais de R$ 1 milhão em um único mês chamam atenção e ação é tomada pelo Conselho Nacional de Justiça

A revisão dos salários dos juízes é parte de um esforço para garantir que remunerações não ultrapassem o teto de R$ 46,3 mil  |  Agência Brasil/Arquivo

Publicado em 08/06/2026, às 12h35   Agência Brasil/Arquivo   Redação

Pagamentos feitos a magistrados de todo o país passam por uma ampla revisão pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após identificação de casos em que juízes receberam mais de R$ 1 milhão em apenas um mês.

A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas para ampliar a transparência sobre os rendimentos da magistratura e revisar mecanismos que permitem que remunerações ultrapassem o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

Revisão mira verbas que elevam salários acima do teto

A decisão ocorre em meio ao debate sobre os chamados "penduricalhos", pagamentos adicionais que podem elevar significativamente os rendimentos dos magistrados.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou a criação de um grupo de trabalho responsável por analisar o atual sistema remuneratório da magistratura brasileira.

A comissão terá como missão examinar diferentes tipos de pagamentos recebidos pelos juízes, incluindo verbas remuneratórias e indenizatórias, além de avaliar o impacto desses valores sobre o teto constitucional.

Medidas recentes ampliaram controle e transparência

O debate sobre os vencimentos da magistratura ganhou força nos últimos meses com a adoção de novas medidas pelo Supremo.

Em março, o STF estabeleceu limitações para critérios relacionados ao pagamento de verbas indenizatórias. Já em maio, foi implementado um contracheque nacional padronizado, permitindo maior detalhamento dos rendimentos recebidos pelos magistrados em todo o país.

Segundo Fachin, o objetivo das mudanças é tornar as informações mais acessíveis à sociedade e construir uma solução duradoura para a política de remuneração do Judiciário.

Grupo terá representantes de diferentes instituições

A comissão criada para analisar o tema não será composta apenas por integrantes do Judiciário.

Participarão dos trabalhos representantes da magistratura, do Ministério Público, das Defensorias Públicas, do Congresso Nacional e do Tribunal de Contas da União.

A proposta é ampliar o debate e reunir diferentes visões sobre a estrutura remuneratória atualmente em vigor.

Relatório deve ser apresentado em até seis meses

O grupo de trabalho terá prazo de até 180 dias para concluir as análises e apresentar um relatório final.

O documento deverá reunir diagnósticos, propostas e possíveis mudanças para o sistema de remuneração dos magistrados brasileiros, incluindo sugestões relacionadas às verbas que atualmente permitem pagamentos superiores ao teto constitucional.

A expectativa é que o estudo sirva de base para futuras discussões sobre transparência, controle de gastos públicos e uniformização das regras de remuneração no Poder Judiciário.

Classificação Indicativa: Livre


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