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Cidades

Baixa cobertura vacinal contra sarampo acende alerta no RN

Estado enfrenta baixa cobertura vacinal contra sarampo, com apenas 84,73% de crianças vacinadas com a primeira dose da tríplice viral  |  Ministério da Saúde

Publicado em 13/08/2026, às 06h04   Ministério da Saúde   Lavínia Manso

O Rio Grande do Norte está com a cobertura vacinal contra o sarampo abaixo da meta de 95% estabelecida para garantir maior proteção coletiva, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Entre crianças menores de 2 anos, a primeira dose da vacina tríplice viral alcança 84,73% no estado, enquanto a segunda dose chega a apenas 67,26%. O cenário preocupa as autoridades diante da confirmação de novos casos da doença no Brasil em 2026 e levou o estado a reforçar a orientação para atualização da vacinação.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A diferença entre a aplicação da primeira e da segunda dose chama atenção, já que quase 18 pontos percentuais separam os dois índices no Rio Grande do Norte. A recomendação das autoridades é que a população verifique a situação vacinal e procure os serviços de saúde para completar o esquema de imunização.

O alerta ocorre em meio ao avanço do sarampo no país. Ao longo de 2026, o Brasil confirmou 24 casos da doença, sendo 21 registrados entre junho e julho durante um surto no estado de São Paulo. Os casos foram identificados na capital paulista, em São Bernardo do Campo e em Guarulhos. Segundo as informações divulgadas pela Sesap, os demais registros ocorreram no início do ano e foram encerrados sem risco de transmissão.

Casos importados mantêm risco de novos surtos

Apesar dos registros, o Brasil continua reconhecido como país livre da circulação endêmica do vírus, certificação recuperada em novembro de 2024. A identificação de casos importados ou relacionados à importação, entretanto, mantém o risco de formação de novas cadeias de transmissão, principalmente em locais onde existem pessoas sem a imunização adequada.

Em Natal, o cenário nacional reforça a preocupação durante a campanha de multivacinação, que segue até 1º de setembro. A mobilização tem como público-alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos, mas a procura pelos imunizantes permanece abaixo do esperado, conforme avaliação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Na capital potiguar, a cobertura também apresenta uma diferença significativa entre as duas doses da tríplice viral. A primeira aplicação alcança 89%, enquanto a segunda chega a 73%. Em ambos os casos, os índices permanecem abaixo da meta de 95% estabelecida pelas autoridades de saúde.

Campanha tenta ampliar proteção em Natal

De acordo com a SMS, a dificuldade para completar o esquema de vacinação não se limita à tríplice viral. A pasta aponta que o mesmo comportamento é observado em outros imunizantes, com pessoas que recebem a primeira dose, mas não retornam às unidades de saúde para completar as aplicações previstas.

Durante a campanha de multivacinação, 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação estão disponíveis para o público. Além da proteção contra o sarampo, a mobilização busca ampliar a prevenção contra doenças como pneumonia e meningites, entre outras enfermidades evitáveis por meio da vacinação.

A Sesap orienta que pessoas entre 12 meses e 59 anos verifiquem a situação vacinal. Em Natal, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes às unidades de saúde para que os profissionais identifiquem possíveis doses pendentes.

Dia D terá mobilização em todo o país

Além das unidades básicas de saúde, Natal conta com pontos extras de vacinação, incluindo locais instalados em shoppings. Algumas dessas estruturas funcionam em horário ampliado, até as 20h, para facilitar o acesso da população aos imunizantes. O Serviço Social da Indústria (Sesi) também mantém um ponto extra destinado exclusivamente à vacinação de adultos.

O Dia D nacional da multivacinação está marcado para 22 de agosto. Em Natal, a campanha segue até 1º de setembro, enquanto a vacina contra o sarampo continua disponível regularmente na rede pública de saúde.

A orientação das autoridades é para que a população não espere a ocorrência de novos casos para atualizar a imunização. A verificação da caderneta e a aplicação das doses indicadas são medidas consideradas fundamentais para elevar a cobertura e reduzir o risco de novas cadeias de transmissão do sarampo no Rio Grande do Norte.

Classificação Indicativa: Livre


TagsVacinaçãoSarampoCasos de sarampo