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Publicado em 02/01/2026, às 11h15 Noah sark scans BNews Natal
A descoberta de fragmentos de cerâmica milenares na Formação Durupinar, no leste da Turquia, reacendeu discussões sobre a possibilidade de o local estar ligado à Arca de Noé, descrita na tradição bíblica.
A estrutura geológica, que tem formato semelhante ao de uma embarcação, fica nas proximidades do Monte Ararat.
Os materiais foram encontrados durante obras de infraestrutura viária perto do sítio arqueológico, localizado nas imediações da cidade de Dogubayazit, na província de Agri, conforme noticiado pelo Jerusalem Post.
Cerâmica indica presença humana há milhares de anos
De acordo com o professor Faruk Kaya, da Universidade Agri Ibrahim Cecen, os fragmentos de cerâmica foram localizados próximos ao contorno da formação geológica.
Segundo o pesquisador, a datação preliminar dos materiais sugere atividade humana antiga em um período que, em termos gerais, coincide com estimativas tradicionais associadas ao relato do grande dilúvio.
Essas descobertas mostram que esta área era habitada na antiguidade”, afirmou Kaya, acrescentando que a cronologia é compatível com a era mencionada no Livro de Bereshit — nome hebraico do Gênesis.
Formação chama atenção desde 1959
A Formação Durupinar ganhou notoriedade internacional em 1959, quando foi identificada pelo capitão do Exército turco Ilhan Durupinar.
Desde então, processos naturais como erosão, chuvas intensas e atividade sísmica passaram a expor mais claramente seu contorno.
Com o tempo, observadores notaram que o formato da estrutura se assemelha ao de uma grande embarcação ou vaso alongado, o que alimentou hipóteses sobre sua origem.
Dimensões e composição seguem sob análise
A estrutura mede cerca de 163 metros de comprimento e é composta principalmente por limonita, um minério de ferro. Ela está situada aproximadamente 35 quilômetros ao sul do cume do Monte Ararat, próxima à fronteira com o Irã.
Pesquisadores destacam que as dimensões da formação são frequentemente comparadas às medidas descritas para a arca em textos bíblicos, embora ressaltem que essa associação ainda carece de comprovação conclusiva.
Tecnologia revela estruturas subterrâneas incomuns
Nos últimos anos, o interesse científico pela área aumentou. Entre 2014, 2019 e 2021, foram realizadas varreduras geofísicas com técnicas avançadas.
Tecnologias utilizadas nas pesquisas:
- Tomografia de Resistividade Elétrica (ERT)
- Radar de Penetração no Solo (GPR)
Esses levantamentos identificaram estruturas lineares subterrâneas, ângulos retos e camadas com características distintas das formações rochosas naturais comuns, o que reforçou o debate acadêmico sobre a origem do local.
Equipe multidisciplinar foi criada em 2022
Em 2022, foi criada oficialmente a Equipe de Pesquisa do Monte Ararat e da Arca de Noé (Noah’s Ark Scans), a partir de uma parceria entre a Universidade Agri Ibrahim Cecen e a Universidade Técnica de Istambul.
O grupo reúne especialistas em geofísica, química e geoarqueologia, com o objetivo de aprofundar as análises científicas da Formação Durupinar e esclarecer se as evidências apontam para um fenômeno geológico incomum ou para vestígios de atividade humana estruturada.