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Cidades

Alarmante: RN registra milhares de falhas na assistência à saúde e expõe fragilidades graves que colocam pacientes em risco

O RN está entre os primeiros estados do Nordeste com mais falhas na assistência, refletindo um problema nacional de segurança do paciente  |  Reprodução internet

Publicado em 14/01/2026, às 08h55   Reprodução internet   Redação

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Falhas na assistência à saúde continuam sendo um dos principais desafios do sistema hospitalar brasileiro, e os dados mais recentes reforçam a dimensão do problema no Nordeste.

Um levantamento da Organização Nacional da Acreditação (ONA), baseado em notificações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aponta que o Rio Grande do Norte registrou 7.845 eventos adversos em 2025, envolvendo unidades públicas e privadas de saúde.

Os registros envolvem eventos adversos em unidades públicas e privadas e colocam o estado como o sexto com mais notificações no Nordeste, em um cenário nacional que somou 480.283 ocorrências no mesmo período.

Principais falhas registradas no RN

Entre os problemas mais recorrentes apontados no levantamento estão incidentes ligados a dispositivos e procedimentos clínicos, além de danos diretos aos pacientes. No recorte estadual, os números se concentram especialmente em três frentes:

- Incidentes com cateteres, sondas e outros dispositivos: 1.227 registros
- Falhas em processos ou procedimentos clínicos: 908 registros
- Lesões por pressão (escaras): 849 registros

Apesar do volume elevado, a ONA avalia que os dados podem estar subestimados, já que parte das instituições deixa de notificar ocorrências no sistema oficial.

Entre os problemas mais recorrentes apontados no levantamento estão incidentes ligados a dispositivos e procedimentos clínicos, além de danos diretos aos pacientes.

Subnotificação e ausência de “cultura justa”

De acordo com a gerente-geral de Operações da ONA, Gilvane Lolato, a subnotificação está diretamente associada à falta de uma “cultura justa” nas instituições de saúde. Nesse modelo, os erros são analisados para correção de processos — e não para punição individual.

Esses tipos de falhas no RN não fogem do padrão nacional, como erros em medicação, quedas de pacientes e problemas com dispositivos”, avalia.

Além do receio de sanções, pesam fatores estruturais e de gestão que dificultam o registro adequado dos eventos.

- Falta de profissionais qualificados
- Ausência de protocolos padronizados
- Fragilidades na gestão hospitalar
- Estrutura insuficiente para monitoramento e prevenção de riscos

Impactos e alerta nacional

Os dados nacionais indicam que a maioria dos eventos adversos ocorre em hospitais, e parte deles resulta em danos graves aos pacientes, incluindo óbitos. A ONA destaca que o crescimento contínuo dessas notificações desde 2023 revela um desafio estrutural para o sistema de saúde brasileiro.

Para reduzir o número de falhas, a entidade defende o reconhecimento dos riscos, o fortalecimento da cultura de segurança e a adoção rigorosa de protocolos assistenciais, tanto na rede pública quanto na privada.

O cenário registrado em 2025 reforça a urgência de investimentos em gestão, capacitação profissional e transparência, especialmente em estados como o Rio Grande do Norte, onde os números já acendem um sinal de alerta para a segurança do paciente.

Classificação Indicativa: Livre


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