Zé Galado

O tigrinho e a tigresa de Areia Preta

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Zé Galado revela que influenciadores afastam candidatos do casal de felinos, que observa a eleição de camarote de Areia Preta  |   BNews RN - Divulgação Imagem criada por inteligência artificial
Zé Galado

por Zé Galado

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Publicado em 25/09/2026, às 07h00



Um casal de felinos, acostumados a apoiarem candidatos na eleição, andam meio acuados nesse certame. Zé Galado descobriu que os pombinhos depois de idas e vindas a Brasília, atrás de boas “refeições”, decidiram se intocar em seu belo apartamento de cara para o mar. Muitos candidatos estão atônitos esperando o contato do belo casal de “tigres”, porém, um “influencer” ligado a dupla já afirmou na academia Pulse,que ninguém terá acesso esse ano a dupla, podem tirar os cavalinhos da chuva, por que, nesta eleição, eles estão de camarote com vista para o mar esperando o “prato” ficar pronto para atacar!

Arquivo velho, munição nova

Allyson Bezerra resgatou vídeos antigos de Álvaro Dias em nova inserção da campanha, justamente no dia em que o candidato do PL recebeu Flávio Bolsonaro no RN. Nas imagens, Álvaro dizia que não era bolsonarista, que nunca havia sido de direita e que era “aliado do presidente Lula”.

Hoje, no PL, o discurso mudou: Álvaro se apresenta como de direita e declarou apoio a Flávio. Zé Galado só observa: em eleição, arquivo velho sempre encontra uma hora para voltar à cena.

A dança voltou

A campanha de Allyson Bezerra também resolveu ressuscitar uma velha coreografia: Álvaro Dias e Fátima Bezerra dançando juntos em um evento em Natal, em 2019.

A cena, que já havia circulado na eleição de 2020, voltou agora à propaganda eleitoral — justamente no dia da visita de Flávio Bolsonaro ao RN, ao lado de Álvaro.

Na política potiguar, até dança antiga pode ganhar novo ritmo em época de eleição.

Clima de Virada

Se a nova pesquisa Quaest/Inter TV Cabugi confirmar Cadu de Lula na segunda colocação, depois de ultrapassar Álvaro Dias, pode acender uma luz amarela — ou vermelha — no QG de Allyson Bezerra. O problema, para os marketeiros do líder, não seria apenas a troca de posições no segundo pelotão. Seria o clima de virada que uma eventual ascensão do candidato do presidente Lula pode produzir.

Cadu aparecendo em segundo lugar muda a conversa da eleição. Deixa de ser apenas uma disputa pela vaga no segundo turno e passa a alimentar uma pergunta incômoda para quem está na dianteira: até onde pode chegar o candidato que vem crescendo?

Pesquisa vira combustível

É aí que mora o medo. Porque, em eleição, pesquisa não é apenas fotografia. Dependendo do resultado e da leitura feita pelo eleitorado, pode virar combustível de campanha. E uma coisa é certa: se Cadu assumir a vice-liderança de forma mais clara, os estrategistas de Allyson terão um novo assunto para colocar no topo da pauta.

Zé Galado já avisa: tem gente que não está preocupado com o segundo lugar. Está preocupado com quem pode chegar primeiro.

Olho no retrovisor

Se o susto dos aliados de Allyson seria uma eventual arrancada de Cadu, o outro cenário que pode tirar o sono de muita gente é justamente o contrário: Álvaro Dias aparecer novamente colado em Cadu — ou até dentro do empate técnico.

E aí entra um ingrediente político que não estava na fotografia da primeira Quaest: a passagem de Flávio Bolsonaro por Natal nesta semana. A presença do senador pode ter impacto na disputa pelo voto bolsonarista e, dependendo da repercussão e do momento em que as entrevistas foram realizadas, será inevitável que os estrategistas tentem medir o efeito do movimento.

Se a nova rodada mostrar Álvaro recuperando terreno e encostando novamente em Cadu, a eleição ganha mais uma variável: o voto bolsonarista terá pesado na corrida estadual?

Zé Galado não tem bola de cristal. Mas uma coisa ele sabe: em eleição embolada, olhar para frente é importante. Só não dá para esquecer de olhar no retrovisor.

A matemática de Mossoró

Se pesquisa eleitoral já é capaz de tirar o sono de marqueteiro, imagine quando ela vem acompanhada de uma nova dor de cabeça: um vídeo da Operação Mederi volta a colocar Allyson Bezerra no centro da conversa política justamente quando a disputa começa a embolar.

Na gravação que veio a público nesta quinta-feira, um dos sócios da DISMED explica o que chama de “matemática de Mossoró”. Para ilustrar, ele utiliza uma ordem de compra de R$ 400 mil e faz uma conta na qual, segundo seu relato, R$ 100 mil seriam destinados a Allyson e a uma mulher identificada como “Fátima” — 15% para o então prefeito e 10% para ela.

“É 10% de Fátima e 15% de Allyson”, afirma o empresário no vídeo.

O diálogo integra o material da investigação da Polícia Federal sobre supostas irregularidades em contratos da saúde durante a gestão de Allyson em Mossoró. A gravação registra a fala dos empresários, mas não mostra Allyson participando da conversa nem, por si só, comprova que eventual pagamento tenha sido realizado. O candidato nega envolvimento nas irregularidades investigadas.

Matemática do segundo turno

Agora vem a parte que interessa ao Zé Galado. Allyson já tem uma eleição para administrar. Agora ganhou uma “matemática” para explicar.

E o vídeo chega num momento politicamente inconveniente: a Quaest voltou a colocar Cadu de Lula e Álvaro Dias na disputa pelo segundo lugar, enquanto os adversários de Allyson tentam transformar qualquer desgaste do líder em combustível para uma eventual mudança no cenário.

Se Cadu crescer, há quem tema a chamada onda de virada. Se Álvaro encostar, a briga pelo segundo turno fica ainda mais apertada. E se, no meio disso tudo, a Mederi voltar ao debate com um vídeo em que empresários discutem percentuais e citam nominalmente Allyson, o problema deixa de ser apenas matemático. Passa a ser político.

Zé Galado, que não é muito chegado a conta complicada, já entendeu uma coisa: na eleição do RN, tem gente fazendo de tudo para descobrir quem vai sobrar na matemática do segundo turno.

Farra das tornozeleiras

Zé Galado anda impressionado com um novo acessório que parece ter ganhado espaço na orla de Ponta Negra: a tornozeleira eletrônica. Está cada dia mais comum ver homens e mulheres circulado de shortinho, chinelo e muita naturalidade, sem qualquer cerimônia para exibir o adereço.

O desfile não se restringe à beira-mar. Até nos barzinhos mais “bem frequentados” da capital potiguar já é possível encontrar quem ostente o equipamento como se fosse item indispensável do look. Diante de tamanha popularidade, Zé Galado só ficou com uma dúvida: o que eles fizeram para usar o novo ornamento?

Virou a casaca?

A presença da deputada estadual Eudiane Macedo (PV) na mobilização ao lado do prefeito de Natal, Paulinho Freire, opositor do governo do estado, causou estranheza no mundo político, já que o PV é da base do governo de Fátima Bezerra e integra a Federação Brasil da Esperança. Além disso, Paulinho é o principal aliado de Álvaro Dias, candidato bolsonarista ao governo do Estado. Zé Galado está de olho.

Classificação Indicativa: Livre

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