Zé Galado

A morena da apuração

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Morena rouba a cena na apuração, enquanto choro, dúvidas sobre o futuro de Álvaro e contas para o segundo turno movimentam os bastidores da eleição no RN  |   BNews RN - Divulgação Imagem criada por inteligência artificial
Zé Galado

por Zé Galado

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Publicado em 09/10/2026, às 07h00



Uma morena bastante vistosa roubou a cena durante a apuração de votos no grupo do Cadu de Lula. Com uma calça bastante insinuante e de salto 15, a bela moça desfilava beleza e leveza em meio ao ambiente tenso. Um detalhe que Zé Galado não deixou passar em branco foi um secretário pomposo do governo mirando-a por onde ela ia. Será que teve ciúme?

O choro de Álvaro

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Pessoas próximas ao candidato Álvaro Dias disseram que ele estava bastante choroso ao meio da apuração. Percebendo que Cadu já tinha descolado dele e emparelhado com Alysson, o ex-cacique Natalense caiu em tristeza. Dizem que o choro foi madrugada a dentro a base de consolo de amigos e familiares. Agora só lhe resta se abraçar com o prefeito Paulinho e esperar um “espacinho” na capital potiguar. Zé Galado acompanha o périplo de perto.

"Futuro de Álvaro"

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Com o fim das eleições para Álvaro Dias, Zé Galado quer saber: qual o futuro de Álvaro? Depois de ficar em terceiro lugar na disputa ao governo do Rio Grande do Norte, com 26,71% dos votos válidos, o que todos perguntam é o que o representante do PL vai fazer. Será que vai ficar na geladeira, se aposentar, veranear em São Miguel do Gostoso ou dormir em Pirangi? Com a palavra, o senhor ex-candidato.

O ouro da eleição

Se alguém acha que a eleição para o Governo do RN já tem dono, é melhor guardar o champanhe na geladeira. A disputa está aberta — e bem aberta. Allyson e Cadu de Lula chegam ao segundo turno com uma pergunta que não é exatamente a mais importante: quem vai ficar com os votos de Álvaro Dias?

Zé Galado avisa: voto não vem com escritura, muito menos com contrato de exclusividade. O eleitor de Álvaro pode escolher qualquer um dos dois, ficar em casa, votar em branco, anular ou até mudar de ideia no caminho para a urna.

A verdadeira batalha está em outro lugar: quem vai convencer mais de meio milhão de eleitores que não escolheram nenhum dos candidatos no primeiro turno a escolher alguém agora? No RN, cerca de 25% do eleitorado — praticamente um em cada quatro eleitores aptos — não votou em nenhum dos nomes que estavam postos à mesa.

É aí que está o ouro da eleição.

Dupla missão

Allyson e Cadu de Lula terão, portanto, uma missão dupla. Precisam, sim, tentar convencer o eleitor que votou no adversário a trocar de lado. Mas, principalmente, precisam tirar do sofá, da indecisão ou do voto nulo/branco quem já mostrou, no primeiro turno, que não estava disposto a escolher nenhum dos candidatos.

É uma multidão eleitoral que pode decidir a parada.

Então, enquanto uns ficam fazendo conta para descobrir para onde vão os votos de Álvaro Dias, os dois candidatos deveriam olhar para um número ainda mais interessante: os votos que não foram para ninguém.

Porque, no segundo turno, não basta conquistar o eleitor do adversário. Tem que convencer quem desistiu de escolher.

E aí, meu amigo… quem conseguir falar com esse eleitor talvez não precise nem contar com a transferência automática dos votos de ninguém.

A eleição, definitivamente, está em aberto. E o eleitor que ficou calado no primeiro turno pode ser justamente aquele que vai falar mais alto no segundo.

Voto casadinho

Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert

Lula desembarca em Natal neste sábado (10) com uma missão que vai muito além de pedir votos para Cadu de Lula. O presidente precisa convencer o eleitor potiguar de que o seu candidato ao Governo do RN é, de fato, o melhor nome para comandar o Estado pelos próximos quatro anos.

E tem mais: Lula vai precisar ensinar ao eleitor o famoso “voto casadinho”. Afinal, no primeiro turno, o petista passou dos 60% dos votos no Rio Grande do Norte. Agora, a conta é simples: 13 para presidente e 13 para governador.

Lula lá e Cadu cá?

Se o eleitor que colocou Lula na urna repetir o voto para presidente e, de quebra, escolher Cadu para o Governo do Estado, está formada a dobradinha: é Lula lá e Cadu de Lula cá.

Aí, meu amigo, Cadu não apenas ganha a eleição. Ele vira o sucessor de Fátima Bezerra e mantém o PT no comando do Rio Grande do Norte por mais quatro anos.

Resta saber se Lula consegue transformar os mais de 60% que recebeu no primeiro turno em um caminhão de votos para Cadu. Porque uma coisa é o eleitor gostar de Lula. Outra, bem diferente, é levar o “Cadu de Lula” junto para a urna.

Zé Galado está de olho.

Classificação Indicativa: Livre

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