Política
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) minimizou, neste domingo (23), o peso das pesquisas de intenção de voto no atual momento da campanha. Em agenda no Rio de Janeiro, o governador de Minas Gerais afirmou que os levantamentos servem apenas como “orientação” e que a grande maioria dos brasileiros ainda não está sintonizada com a disputa eleitoral.
Segundo Zema, faltando 42 dias para a votação, o eleitor comum continua focado em questões do cotidiano. “O brasileiro hoje está preocupado em pagar a conta dele, em resolver os problemas do filho dele”, disse. Para o candidato, a atenção real à eleição só deve aumentar bem perto do dia da votação.
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Zema usou uma metáfora para explicar o comportamento do eleitorado. Segundo ele, a população ainda não “ligou o radar” para a disputa presidencial.
“Nesse momento, há 42 dias da eleição, a grande maioria dos brasileiros não está nem um pouco ainda sintonizada com eleição, com candidatos. O brasileiro vai ligar a sua antena, o seu radar para eleição bem na véspera”, afirmou.
Na avaliação do postulante, as pesquisas atuais capturam apenas um cenário preliminar. Quando o eleitor realmente for decidir o voto, “na hora que ele for abrir o cardápio”, poderá encontrar um candidato diferente daqueles que lideram as sondagens de agora.
O candidato do Novo reforçou a tese de que a eleição presidencial de 2026 será decidida nos últimos dias de campanha. É nesse período, segundo ele, que a população passa a prestar mais atenção aos nomes e às propostas.
“As pesquisas servem como orientação, mas na hora que o brasileiro for realmente decidir, a hora que ele for abrir o cardápio, ele vai ver que tem ali um candidato diferente”, declarou Zema.
A fala ocorre em um momento em que os principais institutos de pesquisa já começam a divulgar números mais frequentes sobre a corrida presidencial. Ao relativizar esses dados, Zema busca transmitir confiança de que ainda há espaço para crescimento e mudança de cenário.
Analistas apontam que discursos que minimizam pesquisas são comuns entre candidatos que ainda não lideram as intenções de voto. A aposta na “reta final” e no desinteresse atual do eleitorado funciona como uma forma de manter a base motivada e de relativizar eventuais resultados desfavoráveis nos próximos levantamentos.
Zema, que governa Minas Gerais e disputa a Presidência pelo Novo, tem apostado em uma imagem de gestor e em críticas ao cenário político tradicional. Ao falar em “candidato diferente”, ele tenta se posicionar exatamente como uma alternativa ao que o eleitor já conhece.
O ponto central da fala de Zema é a prioridade que o brasileiro dá à vida prática neste momento. Contas para pagar, problemas familiares e dificuldades do dia a dia ainda ocupam mais espaço do que debates sobre programas de governo ou alianças partidárias.
Na visão do candidato, só quando a eleição se aproximar de fato é que o eleitor vai parar para analisar com mais cuidado o “cardápio” de opções disponíveis nas urnas. Até lá, as pesquisas seriam apenas uma fotografia incompleta e prematura do cenário.
Com a declaração feita no Rio de Janeiro, Zema deixa claro o tom que pretende adotar nas próximas semanas: relativizar números, apostar na mudança de humor do eleitorado e reforçar a ideia de que a decisão final ainda está em aberto.
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