Política

Zema e Flávio Bolsonaro juntos? Novo e PL articulam aliança nos bastidores de Brasília

Marcos Corrêa/PR e Saulo Cruz/Agência Senado
Partido Novo busca viabilizar Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, unindo forças da direita e centro-direita  |   BNews RN - Divulgação Marcos Corrêa/PR e Saulo Cruz/Agência Senado

Publicado em 27/03/2026, às 10h59   Malu Machado



Movimentações para a sucessão presidencial de 2026 já ocorrem em Brasília, com o Partido Novo articulando a candidatura de Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, visando unificar a direita e o centro-direita no Brasil.

A estratégia busca unir o capital político do bolsonarismo com a gestão técnica de Zema, que é bem avaliado em Minas Gerais, um importante colégio eleitoral, e que pode atrair eleitores moderados e do setor produtivo.

O Novo espera fortalecer sua presença legislativa em troca do apoio do PL e condiciona essa aliança à adoção de princípios liberais e conservadores no plano de governo de Flávio Bolsonaro, enquanto Zema se destaca como o favorito entre os eleitores do senador.

Resumo gerado por IA

As movimentações para a sucessão presidencial de 2026 já estão acontecendo nos bastidores de Brasília. O Partido Novo iniciou uma articulação direta e estratégica para viabilizar o nome de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, como o candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). 

A articulação é vista como a cartada principal para unificar o campo da direita e do centro-direita no Brasil, unindo o capital político do bolsonarismo à gestão técnica do partido liberal.

De acordo com informações publicadas pela Revista Oeste, nomes de peso da legenda, como o deputado federal Marcel van Hattem e o ex-procurador Deltan Dallagnol, estão à frente das conversas com a cúpula do Partido Liberal (PL).

O objetivo central é criar uma chapa que una o "recall" político da família Bolsonaro com o perfil de gestor eficiente e austero que Zema consolidou em seus dois mandatos à frente de Minas Gerais.

Aliança programática e eleitoral

Para os dirigentes do Novo, uma aliança formal com o PL traz benefícios mútuos e vai além da simples ocupação de cargos. A estratégia se baseia em dois pilares fundamentais:

  • Fortalecimento legislativo: o Novo espera que, em troca da indicação de Zema para a vice-presidência, o PL apoie seus candidatos à Câmara Federal em estados estratégicos. Essa cooperação é vital para ajudar o partido a bater as metas da cláusula de barreira, garantindo a sobrevivência da legenda com acesso ao fundo partidário e tempo de TV.
  • Compromissos programáticos: a legenda condiciona o apoio à incorporação de princípios liberais rígidos na economia, como privatizações e corte de gastos, além de pautas conservadoras nos costumes dentro do plano de governo de Flávio Bolsonaro.

O peso de Minas Gerais e a preferência do eleitor

O fator geográfico é outro ponto determinante. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e Zema possui uma aprovação sólida no estado. Ter o governador na chapa presidencial garantiria um palanque extremamente forte em uma região onde as eleições costumam ser decididas por margens estreitas.

A movimentação ganha sustentação em dados recentes de institutos de pesquisa, como o Gerp, que apontam Zema como o nome favorito dos eleitores de Flávio Bolsonaro para ocupar a vaga de vice. 

A avaliação no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro é que a imagem de Zema ajuda a "furar a bolha" bolsonarista, atraindo o eleitorado moderado e o setor produtivo, que valorizam o equilíbrio fiscal e a desburocratização promovidos pelo Novo em solo mineiro.

Classificação Indicativa: Livre

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