Política
Publicado em 23/11/2025, às 07h47 Leonardo Silva
Durante a vigília realizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para rezar em prol da saúde de Jair Bolsonaro, acabou em tumulto, na noite neste sábado (22) em Brasília.
A confusão começou quando um homem, que se identificou como pastor Ismael Lopes, da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, usou o microfone para fazer uma pregação polêmica.
O homem pediu para discursar e foi chamado por Flávio Bolsonaro para falar no microfone. Ao lado de Flávio, Lopes leu uma passagem bíblica e disse que "quem cava covas por elas será engolido". Em seguida, pediu para que o ex-presidente Bolsonaro fosse condenado por ações durante a pandemia de Covid-19.
Após a fala polêmica, apoiadores que estavam em volta retiraram o microfone das mãos do pastor, que saiu correndo do local e foi atacado com socos e pontapés por parte do público. O senador Flávio Bolsonaro pediu para que os manifestantes não agredissem o homem, mas não foi atendido. A Polícia Militar precisou intervir com spray de pimenta para dispersar a confusão.
➡️ Opositor é agredido e expulso de vigília a Bolsonaro: “700 mil covas”
— Metrópoles (@Metropoles) November 22, 2025
Caso ocorreu na frente do condomínio onde o ex-presidente reside, em Brasília. Bolsonaro foi pelo nesta manhã
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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22). Bolsonaro foi encaminhado para a Superintendência da PF e deverá permanecer em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades, como ex-presidentes da República e outras figuras de alta representação.
Segundo informações, o alarme da tornozeleira de Bolsonaro disparou às 0h07 e imediatamente, a equipe que faz a segurança de Bolsonaro foi acionada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do governo do Distrito Federal, responsável pelo aparelho.
De acordo com os investigadores, houve uma tentativa de arrancar a carcaça da tornozeleira usando materiais de soldagem. A Polícia Federal vai fazer a perícia do equipamento.
Mais tarde, em vídeo divulgado, Bolsonaro confessa ter tentado violar a tornozeleira. Bolsonaro admite ter usado um equipamento de solda para violar o equipamento: "meti um ferro quente aí. Ferro de solda", disse. O ex-presidente ainda afirma ter tentado quebrar a tornozeleira no fim da tarde desta sexta-feira (21).
Na decisão que motivou a prisão preventiva do ex-presidente, o ministro Alexandre Moraes justifica o rompimento da tornozeleira e a manifestação convocada pelo senador e, também filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.
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