Política

Trump e Xi Jinping selam acordo histórico; tensão global dá sinais de alívio?

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Presidentes dos EUA e China se reúnem em Busan e selam acordos sobre tarifas, fentanil e soja, sinalizando trégua na guerra comercial  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Imagem Ilustrativa gerada por IA
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 30/10/2025, às 13h49



A reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, na cidade de Busan, na Coreia do Sul, resultou na redução de tarifas e em acordos estratégicos envolvendo fentanil, soja e terras raras.

Segundo Trump, os impostos sobre produtos chineses caíram de 57% para 47%, em um movimento que sinaliza possível trégua na guerra comercial entre as duas potências.

O encontro, primeira conversa direta entre os líderes desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro, durou quase duas horas.

Durante a reunião, os tributos sobre produtos relacionados ao fentanil caíram de 20% para 10%, enquanto Pequim se comprometeu a retomar a compra de soja americana em “quantidades enormes”, além de manter o fluxo de exportação de terras raras e intensificar a repressão ao comércio ilícito da droga.

Para Trump, a reunião foi “incrível”. Ele afirmou que todas as questões sobre terras raras foram resolvidas e que o acordo será renovável a cada ano, beneficiando não só os dois países, mas o mundo inteiro.

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Fentanil e terras raras no centro da negociação

O fentanil é uma droga sintética extremamente potente, até 50 vezes mais viciante que a heroína, responsável por boa parte das mortes por overdose de opioides nos EUA.

Apesar de controlada, sua produção depende de precursores químicos fornecidos principalmente pela China, que em 2019 classificou a substância como narcótico controlado. Durante o encontro, Trump afirmou que Xi prometeu uma ação firme contra a exportação dos precursores do fentanil.

As terras raras, por sua vez, são 17 metais essenciais para a tecnologia moderna e para a estratégia militar, usados em smartphones, TVs de tela plana, aviões de caça e drones.

A China, líder mundial na produção desses minerais, buscava reduzir tarifas sobre seus produtos. O acordo firmado permite que ambos os países continuem a negociação de forma estável, garantindo acesso a esses recursos estratégicos.

Xi Jinping destacou que as negociações comerciais recentes resultaram em “consenso fundamental” sobre as principais preocupações de ambos os países.

Ele afirmou que continuará trabalhando com Trump para fortalecer a base das relações sino-americanas e que há boas perspectivas de cooperação em inteligência artificial.

Impacto nos mercados globais e clima de cautela

Durante a reunião, as bolsas chinesas reagiram positivamente, com o Shanghai Composite Index alcançando 4.025,70 pontos, maior nível desde 2015, antes de recuar levemente.

O setor bancário, de seguros e de bebidas liderou os ganhos. Em Hong Kong, o Hang Seng Index subiu 0,6% após o feriado interromper as negociações, enquanto o yuan atingiu seu valor mais alto em quase um ano frente ao dólar, com investidores apostando na diminuição das tensões comerciais.

O clima global também reagiu, com bolsas de Wall Street a Tóquio registrando recordes nos últimos dias.

Antes do encontro, Trump havia anunciado em rede social aumento imediato de testes de armas nucleares, citando o crescimento do arsenal chinês, mas optou por não comentar a postagem durante a reunião.

A guerra comercial reacendeu recentemente quando a China propôs ampliar restrições à exportação de minerais de terras raras, provocando ameaças de Trump de retaliar com tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses e restrições a softwares americanos, ações que poderiam impactar a economia mundial.

Diplomacia em ação e próximos passos

Após o encontro, Xi afirmou que os dois países “não devem cair no ciclo vicioso da vingança” e que equipes econômicas de ambas as potências chegaram a soluções consensuais para as divergências.

Trump reforçou que algumas pautas, como a exportação de chips de inteligência artificial da Nvidia, ainda não foram discutidas.

O presidente americano destacou ainda que os países trabalharão juntos para buscar soluções para a guerra na Ucrânia, mantendo o diálogo aberto em outras áreas estratégicas.

A reunião em Busan marca, segundo analistas, um passo importante na retomada da diplomacia direta entre Washington e Pequim, em meio a tensões comerciais e geopolíticas crescentes.

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