Política
O atacante da Seleção Brasileira e do Tottenham, Richarlison, usou as redes sociais para desabafar sobre as críticas que vem recebendo ao expor publicamente a perda de uma mansão e terreno avaliados em cerca de R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado no Instagram, o atleta rebateu seguidores que disseram ser "fácil falar morando na Europa" e afirmou estar apenas cobrando o dinheiro que investiu de maneira honesta.
O caso envolve uma antiga batalha jurídica pela posse do imóvel, que culminou na transferência da área para o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
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No relato, Richarlison destacou que construiu o patrimônio com trabalho e que muitas pessoas desconhecem suas ações sociais no Brasil antes de fazerem cobranças na internet:
Ações de caridade: o jogador revelou que destina cerca de R$ 3 milhões anuais do próprio bolso para custear cirurgias de crianças e apoiar instituições de saúde, como o Hospital de Amor em Barretos (SP);
Patrimônio tomado: o camisa 9 enfatizou que comprou a área com recursos legítimos: "A ilha era minha, pô. Conquistei com meu dinheiro, trabalhando honesto, não pisei em ninguém. Só quero o que é meu";
Ação violenta no passado: o atacante relembrou que a posse foi perdida em um episódio violento do passado, no qual pessoas armadas teriam expulsado os ocupantes do local, incluindo a companheira grávida do seu então empresário, Renato Velasco.
Apesar de o episódio voltar aos holofotes em pleno ano eleitoral, especialmente pela proximidade entre o atual dono da área e Flávio Bolsonaro, Richarlison declarou que não quer ter a imagem atrelada a disputas partidárias:
"Enquanto a esse negócio de política aí, eu nem quero me envolver com isso, mano. Negócio político é muita pilantragem que tem no meio desse meio", disparou o atleta;
O jogador pontuou que suas ações de solidariedade pelo país são feitas "de coração" e lamentou a perda de seguidores após tocar no assunto, reiterando que sua intenção é apenas reaver o que lhe pertence por direito.
O impasse em Angra dos Reis gira em torno da diferenciação jurídica entre propriedade (título formal registrado em cartório) e posse (ocupação e uso de fato do imóvel).
Uma empresa associada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco adquiriu a propriedade no cartório, mas uma parte contrária alegou ter direitos de posse anteriores. O caso tramitou nos tribunais até uma decisão definitiva do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável a Willer Tomaz.
Embora o senador Flávio Bolsonaro não seja parte formal no processo, ele constou nos autos como testemunha arrolada pela defesa do atleta após ter visitado o local antes do fechamento do negócio e retornado posteriormente na companhia de Tomaz.
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