Política

“Suspendeu a vontade popular”, diz Marinho sobre decisão de Moraes

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“Suspendeu a vontade popular”, diz Marinho sobre decisão de Moraes  |   BNews RN - Divulgação Foto: Freepik
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 10/05/2026, às 14h07



O senador Rogério Marinho criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria, destacando que isso representa uma interferência no trabalho do Congresso Nacional.

A Lei da Dosimetria, que altera critérios de cálculo de pena e progressão de regime, foi aprovada pelo Congresso e sua suspensão impacta condenados pelos atos de 8 de janeiro, gerando um debate sobre os limites de atuação do Judiciário.

Marinho propôs que a Câmara dos Deputados analise uma Proposta de Emenda à Constituição para restringir decisões monocráticas que suspendem leis, enquanto aliados da oposição veem o episódio como um potencial catalisador para discussões sobre reforma do Judiciário em 2026.

Resumo gerado por IA

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até análise definitiva da Corte.

Em manifestação pública, Marinho afirmou que a decisão representa uma interferência sobre uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, composto por 513 deputados e 81 senadores eleitos pelo voto popular.

Para o senador, a medida reacende o debate sobre os limites entre os Poderes da República e sobre o alcance de decisões individuais de ministros do Supremo.

A Lei da Dosimetria havia sido aprovada pelo Congresso e teve veto presidencial derrubado pelos parlamentares. A norma altera critérios de cálculo de pena e progressão de regime, com impacto sobre condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Na decisão, Moraes suspendeu temporariamente a aplicação da lei após ações que questionam a constitucionalidade da norma. O tema ainda deverá ser analisado pelo plenário do STF.

Diante da decisão, Rogério Marinho defendeu que a Câmara dos Deputados avance na análise de uma Proposta de Emenda à Constituição que limita decisões monocráticas capazes de suspender leis aprovadas pelo Legislativo.

Nos bastidores, aliados da oposição avaliam que o episódio deve ganhar força no debate político de 2026 e alimentar discussões sobre uma possível reforma do Judiciário a partir de 2027.

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