Política
por Lavínia Manso
Publicado em 05/10/2026, às 09h26
Doze mulheres conquistaram vagas no Senado Federal nas eleições deste domingo (4), no Brasil, estabelecendo o maior número de candidatas eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização. Com a renovação de 54 das 81 cadeiras, a bancada feminina deverá chegar a 18 integrantes em fevereiro de 2027, considerando a permanência das suplentes atualmente em exercício.
O Rio Grande do Norte estará representado nesse grupo por Samanda de Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT). Ela conquistou uma das duas vagas em disputa no estado, enquanto a atual senadora Zenaide Maia, do Partido Social Democrático (PSD), não conseguiu se reeleger.
Outro resultado inédito ocorreu no Distrito Federal, que terá seus três assentos ocupados por mulheres. Eleitas pelo Partido Liberal (PL), Michelle Bolsonaro e Bia Kicis vão se juntar a Damares Alves, do Republicanos, cujo mandato termina em 2031.
Michelle chegará ao primeiro cargo eletivo, enquanto Bia Kicis assumirá a nova função após dois mandatos como deputada federal. O PL também elegeu Carol de Toni, por Santa Catarina. Pelo PT, Marília Campos, de Minas Gerais, acompanhará Samanda entre as novas senadoras.
Também venceram Marília Arraes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), por Pernambuco, e Luizianne Lins, da Rede Sustentabilidade (Rede), pelo Ceará. A lista inclui Mara Rocha, do Republicanos, pelo Acre; Rayssa Furlan, do Podemos, pelo Amapá; e Teresa Surita, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), por Roraima.
As outras duas eleitas são Gracinha Caiado, do União Brasil, por Goiás, e Marina JHC, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), por Alagoas. Ambas venceram em suas primeiras disputas eleitorais. Gracinha atuou na área social durante o governo do marido, Ronaldo Caiado, enquanto Marina foi primeira-dama de Maceió.
A experiência administrativa também marca a trajetória de outras vencedoras. Marília Campos foi escolhida quatro vezes para comandar a Prefeitura de Contagem, e Teresa Surita esteve à frente de Boa Vista. Já Marília Arraes exerceu mandatos como vereadora do Recife e deputada federal.
Entre as parlamentares com mandato chegando ao fim, Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, e Zenaide Maia, do PSD do Rio Grande do Norte, perderam as disputas em estados onde outras mulheres foram eleitas. Soraya Thronicke, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Mato Grosso do Sul, e Eliziane Gama, do PT do Maranhão, também não conseguiram renovar os mandatos.
Daniella Ribeiro, do Progressistas (PP) da Paraíba, não concorreu à reeleição. Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não foi eleita.
Com a composição projetada de 18 senadoras, as mulheres ocuparão 22,2% dos assentos da Casa. O total poderá mudar conforme a participação de suplentes ao longo da legislatura. Até esta eleição, o recorde de mulheres eleitas em uma única disputa havia sido registrado em 2002, com oito vencedoras.
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