A prefeita de João Câmara, Aize Bezerra, afirmou que as críticas feitas pela oposição no município deixaram de abordar problemas estruturais da cidade e passaram a se concentrar em ataques pessoais à sua imagem.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (22) durante entrevista à TV AGORA RN, ao comentar o cenário político no primeiro ano de gestão no município localizado a 80 quilômetros de Natal, considerado a capital da região do Mato Grande.
Segundo a gestora, a mudança no discurso dos adversários políticos é um sinal de que antigos problemas da cidade começaram a ser enfrentados pela administração atual. Para ela, a ausência de críticas administrativas revela um esvaziamento do debate político local.
A prefeita citou como exemplo comentários direcionados à sua vida pessoal e à sua imagem pública.
“Hoje se discute se eu danço ou não danço, se tenho carro ou não tenho, se o marketing constrói uma imagem bonita”, afirmou, acrescentando que esse tipo de crítica demonstra falta de conteúdo sobre a gestão municipal.
Crítica política e ataques sem conteúdo
Aize Bezerra reconheceu o papel da oposição dentro do regime democrático, mas fez distinção entre o que considera fiscalização legítima e ataques vazios. Segundo ela, existe uma oposição que contribui com o debate público e outra que critica apenas por criticar, sem apresentar propostas ou apontar falhas concretas da administração.
A prefeita afirmou que não se sente intimidada por ataques direcionados à sua pessoa e destacou que sua preocupação maior é com críticas que atinjam diretamente a população. De acordo com ela, enquanto os ataques forem pessoais, não interferem na condução do trabalho à frente do Executivo municipal.
Na avaliação da gestora, parte da hostilidade também está relacionada ao fato de ser mulher no comando da prefeitura. Ela afirmou que ainda persiste uma visão de fragilidade associada à figura feminina, percepção que, segundo ela, tem sido desconstruída na prática da gestão.
Mulher no comando e reação às críticas
A prefeita declarou que a experiência no cargo tem demonstrado firmeza diante das pressões políticas. Segundo Aize Bezerra, o primeiro ano de gestão já foi suficiente para mostrar que a administração não recua diante de ataques e mantém o foco no trabalho.
Ela afirmou ainda que transforma críticas, inclusive as consideradas destrutivas, em estímulo para avançar na gestão. Para a prefeita, os ataques acabam funcionando como combustível para fortalecer a atuação administrativa e ampliar a disposição para enfrentar desafios.
A gestora reforçou que o objetivo central da administração é responder às demandas da população e não se deixar desviar por disputas políticas personalizadas.
Dívidas herdadas e relação com servidores
Durante a entrevista, Aize Bezerra também detalhou a situação financeira encontrada ao assumir a prefeitura. Segundo ela, o município herdou um passivo superior a R$ 100 milhões, resultado de gestões anteriores, além de salários atrasados e forte pressão sobre a folha de pagamento.
A prefeita relatou que a prioridade inicial foi negociar os débitos com os servidores públicos. De acordo com ela, o valor mensal da folha girava em torno de R$ 10 milhões, o que exigiu esforço para reorganizar as finanças e iniciar o pagamento dos atrasos acumulados.
A negociação, segundo Aize, foi feita ao longo de quatro meses, entre março e junho, período em que a gestão conseguiu quitar os valores pendentes deixados pela administração anterior.
Regularização da folha e pagamento do 13º
A prefeita destacou que, além de regularizar salários atrasados, a atual gestão manteve os pagamentos em dia e avançou na garantia de direitos que, segundo ela, não eram assegurados historicamente. Entre eles, o pagamento do 13º salário para todos os vínculos da administração municipal.
Aize Bezerra diz que esta foi a primeira vez que servidores contratados, comissionados e efetivos receberam o benefício de forma integral em João Câmara. Ela afirmou que a medida ajudou a recuperar a confiança dos servidores e impactou positivamente a economia local.
A gestora concluiu afirmando que a regularização da folha e o pagamento do 13º refletem diretamente no comércio e na renda das famílias, reforçando o compromisso da administração com a valorização do funcionalismo público.