Política
O vereador de Natal Matheus Faustino subiu o tom em entrevista ao BNews e fez uma série de declarações polêmicas sobre o cenário político do Rio Grande do Norte, o Movimento Brasil Livre (MBL), deputados federais da bancada potiguar e até colegas de partido.
Pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, Matheus afirmou que rompeu com o MBL após se recusar a deixar o partido e renunciar ao mandato de vereador para disputar a eleição pelo partido Missão, legenda criada pelo movimento.
Segundo ele, a decisão foi motivada por uma “imposição” da direção do grupo político.
“Se descer Jesus Cristo e mandar eu pedir voto para certas pessoas, eu não peço”, disparou.
Matheus revelou que o MBL queria utilizá-lo para fortalecer financeiramente o novo partido, mesmo sem chances reais de vitória.
“Se eu fizesse 100 mil votos e perdesse a eleição, eu garantia mais de R$ 1 milhão ao partido. Quando percebi que minha candidatura estava valendo mais pelo dinheiro do que pela população, eu saí”, afirmou.
Durante a entrevista ao BNews, o vereador citou nominalmente deputados federais do próprio grupo político e afirmou que pretende “tomar o espaço” de parlamentares envolvidos em escândalos.
Ele mencionou o deputado João Maia, afirmando que o parlamentar “já foi investigado em escândalo milionário”, e também citou Robinson Faria ao mencionar desdobramentos da Lava Jato.
“Cada deputado tem cerca de R$ 35 milhões em emendas por ano. E qual foi o resultado prático que entregaram na ponta?”, alfinetou.
Matheus ainda afirmou que não pretende apoiar nenhum candidato ao Governo do RN no primeiro turno de 2026.
“Não vou apoiar Allyson, Álvaro, nem Cadu. Segundo turno, qualquer um contra o PT”, declarou.
Outro momento forte da entrevista foi quando Matheus voltou a comentar o pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi, processo do qual ele foi autor.
Apesar da cassação não ter avançado, o parlamentar afirmou que a colega não foi absolvida das acusações.
“A Brisa não foi inocentada do que fez. Assim como Lula também não foi inocentado. Houve interpretação jurídica e questão de prazo”, disse.
Ele afirmou ainda que o caso trouxe um resultado prático: a obrigatoriedade de maior transparência nas emendas parlamentares municipais.
Ao avaliar a gestão da governadora Fátima Bezerra, Matheus fez duras críticas à administração estadual e afirmou que o governo “beira um dos piores da história do RN”.
Ele citou problemas fiscais, índices de violência e a situação do Hospital Walfredo Gurgel.
“Não é minha opinião apenas. Os próprios dados mostram isso”, declarou.
Tentando reforçar o perfil de independência, Matheus afirmou que sua principal bandeira será a fiscalização do poder público caso chegue à Câmara Federal.
Ele disse que pretende investigar obras paradas do PAC no Rio Grande do Norte e afirmou que o papel do Legislativo vai além da distribuição de emendas.
“Fiscalizar é muito mais efetivo do que só distribuir emenda”, afirmou.
Ao final da entrevista, o vereador voltou a reforçar o discurso antipetista e revelou que a influência política veio do avô militar.
“Meu avô odiava Lula. Hoje eu entendo tudo que ele falava lá atrás”, concluiu.
Veja a entrevista completa:
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top