Política

Rogério Marinho sacode Brasília e pede anistia para presos do 8 de janeiro

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Durante manifestação, senador Rogério Marinho defende anistia para presos dos atos de 8 de janeiro e clama por união entre apoiadores  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução Site Agora RN
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 09/10/2025, às 13h17



Durante manifestação em Brasília, nesta terça-feira (7), que reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e familiares de presos pelos ataques às sedes dos Três Poderes, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), voltou a defender a anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que o Brasil “quer Jair Bolsonaro de volta à Presidência em 2026”.


Apelo à união e resistência

Em seu discurso, Marinho conclamou os manifestantes à “resiliência” e à “indignação” diante do que classificou como injustiças cometidas contra os participantes do 8 de janeiro.

“Nós não desistimos porque temos do nosso lado a verdade. Nós não desistimos porque somos um bando, mas um bando de irmãos”, declarou, sob aplausos da multidão.

O senador potiguar enfatizou que os apoiadores de Bolsonaro estão unidos “por amor ao país” e que não dependem de “artistas famosos” nem de “Lei Rouanet”. “Nós não precisamos enganar ninguém. Precisamos haver um senso de justiça, da vontade de fazer diferente”, afirmou.

Ele ainda denunciou que os presos e condenados pelos atos estão sendo “calados” e “emudecidos”, defendendo que merecem solidariedade e liberdade.

“Essas pessoas que foram encarceradas, presas, caladas, merecem a nossa luta. Nós não iremos desistir nunca”, afirmou.

Defesa da manifestação e críticas à perseguição

Rogério Marinho sustentou que os atos de 8 de janeiro foram praticados “acobertados pela Constituição”, que garante o direito à manifestação. Ao mesmo tempo, criticou o que chamou de perseguição a quem pensa diferente.

“Nós respeitamos quem pensa diferente de nós. Mas eles não toleram a democracia. Eles não toleram quem pensa diferente”, disse.

Em tom inflamado, ele transformou o discurso em uma convocação direta ao Congresso Nacional, pedindo uma anistia ampla aos envolvidos nos atos.

“Estamos nas ruas de peito aberto e cabeça erguida para marcharmos em direção ao Congresso Nacional, que representa essa democracia liberal, para dizermos aos senhores parlamentares que o Brasil quer a anistia já”, declarou.

O senador reafirmou que o movimento busca “os inocentes liberados” e “os encarcerados livres”, e classificou o episódio do 8 de janeiro como resultado de “uma eleição injusta e desequilibrada” e de um “desejo legítimo de mudança”.


Apelo direto a Bolsonaro

No encerramento, Marinho fez referência direta ao ex-presidente, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

O parlamentar concluiu que o povo deseja o retorno de Bolsonaro ao poder. “Queremos, em 2026, votar em Jair Messias Bolsonaro para presidente do Brasil”, finalizou.

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