O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho, afirmou que não será candidato a vice-presidente da República na eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. Segundo o senador, a definição do nome para a vice não é prioridade neste momento e não faz parte de seus planos políticos. A afirmação aconteceu nesta quarta-feira (4)
De acordo com Marinho, a estratégia do Partido Liberal (PL) está concentrada na ampliação das alianças partidárias e na construção de uma base política mais robusta para sustentar o projeto eleitoral da legenda. Ele destacou que o debate sobre a composição da chapa presidencial ocorrerá em outra etapa do processo.
O senador ressaltou ainda que a escolha do vice deverá considerar critérios como capacidade de agregação política e alinhamento com o programa defendido pelo partido, mas deixou claro que não pretende ocupar essa posição.
Estratégia eleitoral em construção
Responsável pela coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Marinho explicou que o foco atual do Partido Liberal é fortalecer o diálogo com outras siglas e ampliar o campo de apoio ao projeto presidencial. Segundo ele, esse movimento é fundamental para viabilizar uma candidatura competitiva em âmbito nacional.
O parlamentar afirmou que, paralelamente às articulações externas, o partido trabalha na organização interna, com a definição de diretrizes e a elaboração de propostas que irão compor o plano de governo.
Nesse contexto, a discussão sobre o nome do vice-presidente deve ser postergada e só entrar na pauta a partir do mês de abril, quando a pré-campanha estiver mais estruturada.
Encontro com Jair Bolsonaro e diretrizes do partido
A declaração de Rogério Marinho foi dada após reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal, que está preso desde janeiro no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Segundo Marinho, durante o encontro, Bolsonaro apresentou orientações sobre a condução da estratégia eleitoral do partido para as eleições de 2026, com foco na consolidação da legenda como principal força da oposição.
O senador destacou que as decisões serão tomadas de forma coordenada, respeitando o calendário político e as prioridades definidas pela direção nacional da sigla.
Candidaturas nos estados e próximo passo do PL
Além da disputa presidencial, Rogério Marinho adiantou que o Partido Liberal pretende lançar candidatos ao Senado Federal e aos governos estaduais em todas as unidades da federação.
Apesar da amplitude do projeto eleitoral, o senador reforçou que o momento ainda é de planejamento e articulação política, não de definição de nomes para cargos específicos na chapa presidencial.
Para ele, a consolidação das alianças e a apresentação de propostas consistentes devem preceder qualquer decisão sobre a vice-presidência, etapa considerada estratégica para a reta final da pré-campanha.